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Flávio Bolsonaro reage após operação da PF e relaciona Lula ao caso Master
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo após a repercussão da ação da Polícia Federal que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ontem. No vídeo, ele chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ‘pai do Lulinha’, tentando associar o petista ao caso Master por meio das acusações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, que também está sob investigação da PF. Flávio também mencionou que o PT foi contrário à instalação da CPI para investigar os envolvidos no esquema de fraudes financeiras.
Em sua postagem, Flávio Bolsonaro afirmou que ‘o pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar uma coisa: o PT foi contra a CPI. Os deputados não assinaram, só que agora não dá mais para segurar. Aí, vem o teatro.’
Ele ainda comentou sobre as denúncias ligando membros do PT na Bahia, como o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ao Banco Master.
- Será que o PT resiste à CPI porque envolve políticos baianos que controlam a região há mais de 20 anos?
- Ou isso ocorre porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões por meio de uma empresa envolvida no caso?
- Ou ainda porque o ex-ministro da Fazenda de Lula, Guido Mantega, recebia R$ 1 milhão mensalmente para fazer lobby dentro do governo?
No vídeo, Flávio Bolsonaro também falou sobre uma consultoria executada pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para o Banco Master e sobre um encontro entre Lula e Vorcaro, com a presença de Rui Costa. Segundo ele, o PT não quis a investigação, mas a oposição assinou o pedido de abertura da CPI, que agora deve ser instaurada.
Essa foi a segunda manifestação de Flávio sobre a operação que teve Ciro Nogueira como foco. Inicialmente, ele considerou as informações divulgadas preocupantes e pediu que as investigações fossem conduzidas com rigor e transparência.
Além disso, elogiou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela autorização da operação e indicado pelo ex-presidente Bolsonaro.
Essa posição desagradou aliados de Ciro Nogueira, que esperavam uma demonstração mais clara de apoio político. De forma reservada, parlamentares próximos afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro foi visto como uma tentativa de distanciamento em meio à crise envolvendo um dos principais líderes da federação Progressista e aliado antigo do grupo bolsonarista. Ciro foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro.

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