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Flávio defende escolas militares; Lula quer aumentar educação em tempo integral

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O debate sobre os modelos educacionais propostos pelos candidatos é um tema central na escolha do eleitorado. Este ano, temas fundamentais como a educação tiveram menos destaque público devido ao contexto político e a polêmica do caso Master.

Nos planos de governo dos dois postulantes à Presidência da República, a educação é uma prioridade, porém com enfoques diferentes. Enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vê a educação como o principal meio de transformação e mobilidade social, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) insere a educação no contexto de fortalecimento das famílias e do mercado de trabalho.

Lula afirma que a educação é um compromisso inegociável com o futuro, sendo um investimento essencial para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e soberano do Brasil.

Entre as propostas de Lula estão a construção de creches e pré-escolas, o fortalecimento da formação e valorização dos professores, expansão do ensino em tempo integral e a melhoria de programas como o Pé-de-Meia.

Já o plano de Flávio Bolsonaro inclui diretrizes educacionais dentro do eixo “Brasil que prepara – para a família ter as ferramentas para vencer”. Ele defende uma escola que ensina, respeitando os valores familiares, sem doutrinação. Propõe reformular o ensino técnico com maior interação entre escolas e empresas, ampliar escolas cívico-militares e transferir o ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, planeja criar um voucher para famílias cuja criança não tenha vaga na rede pública de creches.

Educação Infantil

Flávio pretende priorizar o método fônico de alfabetização, que associa sons e letras. Já Lula tem como meta alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

Quanto a creches, Flávio Bolsonaro deseja ampliar a oferta em tempo integral com alimentação e desenvolvimento infantil, oferecendo vouchers para acesso a redes privadas quando não houver vaga pública. Lula planeja continuar a construir milhares de creches e pré-escolas com investimentos federais destinados a estados e municípios.

Financiamento

No plano de Flávio, repasses federais aos entes subnacionais estarão condicionados ao cumprimento de metas educacionais. Já Lula quer manter o reajuste do Piso Nacional do Magistério para garantir valorização salarial dos professores.

Aprendizagem

Lula pretende implementar uma estratégia permanente para recuperar e acelerar a aprendizagem com foco especial no ensino fundamental final e médio. Flávio propõe o programa Acolher, em que alunos com bom desempenho ajudam colegas com dificuldades, recebendo remuneração.

Escolas

Flávio Bolsonaro defende uma escola voltada ao ensino do conhecimento, alinhada aos valores familiares e livre de doutrina política. Ele quer expandir as escolas cívico-militares, já adotadas no governo de seu pai, Jair Bolsonaro.

Professores

Lula destaca ações para formação, valorização e atração de professores, incluindo o programa Pé-de-Meia Licenciatura e Bolsa Mais Professores. Flávio enfatiza capacitação com base em evidências científicas, sem detalhar medidas específicas.

Educação em tempo integral

Lula prioriza expansão da educação em tempo integral com pelo menos sete horas diárias, visando aumentar substancialmente as matrículas nessa modalidade. Flávio também apoia tempo integral e propõe escola aberta nas férias com atividades culturais e esportivas, além do uso de vouchers para vagas privadas onde faltar vaga pública.

Ensino médio e técnico

Lula quer aprimorar o programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio e ampliar oportunidades no ensino técnico, especialmente em locais com pouca oferta. Flávio deseja ampliar o ensino técnico em parceria com indústrias e o setor produtivo, com bolsas financiadas pelas empresas.

Conectividade

Flávio prioriza inclusão digital nas escolas com robótica, internet, computadores e tablets. Já Lula planeja universalizar a conectividade escolar de qualidade com o suporte do Novo PAC para inclusão digital e cidadania.

Ensino superior

Flávio Bolsonaro propõe transferir a gestão do ensino superior do MEC para o MCTI para integrar graduação e ciência, além de um novo modelo de financiamento estudantil com pagamento proporcional à renda após o ingresso no mercado de trabalho.

Lula quer investir em infraestrutura universitária e expansão de universidades federais, incluindo unidades especializadas e hospitais universitários, além de programas de apoio à saúde.

Pesquisa científica e pós-graduação

Flávio defende uma educação que favoreça a inovação e o alinhamento com demandas do mercado, reorganizando o financiamento da pesquisa para priorizar impacto produtivo e tecnologia. Lula planeja ampliar e melhorar a pós-graduação e continuar investindo em ciência e inovação para o desenvolvimento econômico e social do país.

Histórico recente

O programa Pé-de-Meia, criado no governo Lula, ajudou a reduzir evasão e reprovação no ensino médio através de bolsas para estudantes. Em 2025, o país superou a meta de alfabetização na idade certa. O período de pandemia agravou o ensino, com muitos estudantes sem acesso à educação e aumento do analfabetismo infantil.

Durante o governo Bolsonaro, houve corte orçamentário nas universidades federais e criação das escolas cívico-militares, ampliadas agora por Flávio Bolsonaro. Já Lula criou múltiplas universidades federais durante seus mandatos.

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