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Economia

Folha Energia aborda potencial das fontes renováveis para matriz sustentável

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O diálogo sobre as rotas da mudança energética está em evidência nesta segunda-feira (24), no Recife, com a quarta edição da Revista Folha Energia. Tendo como tema ‘Matriz de Oportunidades’, o encontro reúne autoridades e líderes de variados setores econômicos para debater como o etanol, o biometano e outras fontes renováveis podem aumentar sua parcela na matriz energética e criar novas possibilidades para a indústria brasileira.

O evento ocorre no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a partir das 8h30, organizado pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM, com patrocínio do Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia.

Conta ainda com o suporte da Prefeitura do Recife e da NovaBio, além do apoio técnico do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE).

A programação está dividida em três painéis, que relacionam os biocombustíveis a setores como navegação, geração de energia e infraestrutura portuária. Para a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, é fundamental integrar diferentes setores para discutir os desafios e as potencialidades da transição energética.

“O Nordeste possui grande potencial quando falamos de transição energética e na geração de fontes renováveis. Então, é essencial contemplar variados setores para compreender os obstáculos a superar e as oportunidades comerciais e soluções que podem surgir a partir dos investimentos neste campo”, ressalta.

Painéis

O primeiro painel, ‘Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro’, enfatiza o papel dos biocombustíveis na redução do carbono no transporte marítimo. Danilo Veras, vice-presidente da América Latina de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, apresenta o tema.

A discussão será mediada por Plínio Nastari, presidente e CEO da Datagro Consultoria, com a presença de Evandro Herrera Bertone Gussi (presidente da Unica), Mário Campos Filho (presidente da Bioenergia Brasil e Siamig-MG), Pedro Robério de Melo Nogueira (presidente do Sindaçúcar-AL e vice-presidente da Coagro CNI) e Renato Cunha (presidente do Sindaçúcar-PE e vice-presidente da Fiepe e da Bioenergia Brasil).

Renato Cunha destaca que Pernambuco pode ter papel estratégico na expansão do uso do etanol, especialmente pela localização e estrutura portuária do estado. “Pernambuco desempenha um papel tradicional, devido à sua posição geográfica central e importância socioeconômica regional. Suape apresenta grande importância e está investindo para ser um importante fornecedor para rotas marítimas”, afirma.

O presidente do Sindaçúcar-PE observa que o etanol no biobunker, combustível marítimo com fontes renováveis, pode conectar a produção sucroenergética a novas cadeias de valor.

O segundo painel, ‘Versatilidade do etanol e biometano’, com Henrique Araújo, diretor de Relações Institucionais da Copersucar, amplia a discussão para outras aplicações dos combustíveis renováveis.

Este painel é mediado por André Rocha, presidente do Sifaeg-GO, e conta com a presença do Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes (chefe do Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil), Eduardo de Queiroz Monteiro (presidente do Grupo EQM), Marlon Arraes (diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia) e Mario Barbosa (gerente-geral de Vendas da Wartsila).

O terceiro painel é dedicado ao ‘Mercado de motores estacionários com uso de etanol’, focando na aplicação do combustível na geração de energia, conduzido por José Faustino da Costa Cândido, diretor da Energética Suape II S.A.

A mediação está a cargo de Jacyr Costa Filho, vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio do COSAG/FIESP, com a participação de Armando Monteiro Bisneto (presidente do Complexo Portuário de Suape), Hugo Cagno Filho (presidente da UDOP), Luciano Rodrigues (diretor de Economia e Inteligência Setorial da Unica) e Wagner Maciel (presidente do Porto do Recife).

Agenda de Sustentabilidade

Para Mariana Costa, a intenção da Folha Energia é ampliar o debate para além do evento e contribuir para uma agenda contínua de inovação e sustentabilidade.

Ela enfatiza que a discussão sobre energia deve ser acessível para a sociedade e resultar em avanços tangíveis.

“Ao tratarmos de energia, nosso objetivo final é um futuro mais sustentável. Nosso papel, através do jornalismo e desses encontros, é ajudar a traduzir essas discussões em resultados concretos”, conclui.

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