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Ucrânia e Rússia buscam novas opções para substituir satélites Starlink

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Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, informou que tanto a Ucrânia quanto a Rússia estão desenvolvendo alternativas ao Starlink, um sistema de satélites usado para comunicações em zonas de conflito, que é controlado principalmente pelo empresário Elon Musk.

No ano anterior, Musk limitou o acesso da Rússia aos satélites Starlink por causa da guerra, o que, segundo analistas, provavelmente prejudicou o comando das tropas russas e diminuiu sua capacidade de ataque.

Zelensky declarou que “os russos estão trabalhando em um sistema similar ao Starlink com os chineses e esperam concluir o projeto até dezembro de 2026.”

Ele também afirmou que a Ucrânia não ficará parada esperando as ações da Rússia e da China, e está colaborando com um país europeu para criar um projeto equivalente, que já está em fase de testes.

A Ucrânia busca permissão de Elon Musk e do governo dos Estados Unidos para usar o Starlink em operações dentro do território russo.

Zelensky mencionou que Musk tem mudado sua posição sobre a Ucrânia desde o começo do conflito em 2022. Segundo informações, as negociações com Musk foram feitas pelo ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que foi recentemente demitido.

O presidente ucraniano explicou que Musk acredita que permitir o acesso ao Starlink dentro da Rússia poderia aumentar a tensão do conflito. Já a Ucrânia defende que isso ajudaria a encurtar a guerra.

“Isso poderia diminuir as capacidades que a Rússia usa para prolongar o conflito”, afirmou Zelensky.

Zelensky também comentou que Kiev está tentando atacar as bases de lançamento dos mísseis balísticos russos, pois Moscou intensificou o uso dessas armas, que são praticamente destruídas apenas pelos sistemas Patriot, produzidos nos Estados Unidos.

Ele destacou que 675 mísseis Patriot foram entregues à Ucrânia em 2023, 364 em 2025 e 264 em 2026.

“Quando nossa defesa antimísseis está limitada, adotamos outra estratégia: localizar e atacar os locais próximos de onde os mísseis balísticos são lançados”, explicou Zelensky.

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