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Gabinete de Mendonça afirma que ministro ‘é consistente e inequívoco’ em posição sobre delação

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O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça divulgou uma nota na noite desta quinta-feira, 7, afirmando que o magistrado tem mantido uma postura clara e inquestionável em sua opinião de que a colaboração premiada é um direito de defesa assegurado ao investigado, mas que para ser válida deve ser séria e eficaz. Mendonça é o responsável pelo caso Master no STF.

A nota menciona que o ministro ainda não teve contato com a proposta de delação apresentada pelo dono do banco, Daniel Vorcaro, que foi encaminhada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O comunicado surge em meio às expectativas sobre os próximos passos do caso.

O gabinete reforça que as investigações continuarão normalmente, independentemente da existência de proposta de colaboração. Além disso, ressalta que declarações contrárias ao comunicado não correspondem à realidade dos fatos e não possuem fundamento.

Conforme divulgado pelo Estadão, a proposta de delação de Daniel Vorcaro inclui uma lista de assuntos a serem abordados no acordo, com nomes de pessoas envolvidas e provas indicadas.

Os investigadores irão avaliar a novidade e a veracidade dos relatos do banqueiro, além de iniciar negociações com seus advogados sobre penas e ressarcimentos. As informações apresentadas serão confrontadas com as evidências obtidas em processos anteriores da Operação Compliance Zero, para confirmar se há fatos inéditos.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral poderão solicitar complementos, rejeitar ou aceitar a colaboração. Se o conteúdo for considerado consistente, o processo seguirá com depoimentos de Vorcaro e formalização do acordo premiado.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está sob investigação da Operação Compliance Zero desde o final do ano passado. O caso representa uma das maiores fraudes financeiras recentes no Brasil, envolvendo um rombo estimado em mais de 50 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As apurações indicam fraude sistemática, emissão de títulos falsos e desvio de valores, fato que levou à intervenção do Banco Central no Banco Master e à prisão de Vorcaro.

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro construiu ao longo dos anos uma extensa rede de relações políticas em Brasília, envolvendo ministros do STF e membros do Congresso Nacional. Este cenário faz com que a crise repercuta entre autoridades dos Três Poderes.

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