Centro-Oeste
GDF intensifica ações para evitar a gripe aviária no DF
O Governo do Distrito Federal está fortalecendo as medidas para evitar a gripe aviária na região. Em 2026, não houve registro da doença em animais ou pessoas no DF. Essas medidas já vinham sendo praticadas desde antes da extensão da emergência zoossanitária nacional.
As equipes de saúde e defesa agropecuária trabalham juntas para restringir a entrada de aves vivas de outros estados, reforçar os cuidados sanitários nas granjas e manter um plano de ação coordenado com as Secretarias de Saúde e Agricultura do DF. A emergência zoossanitária continuará enquanto durar o alerta nacional.
O secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno, afirmou que o governo estava pronto antes mesmo do surgimento da doença no DF. Ele ressaltou que o caso de 2025, no Zoológico de Brasília, foi rapidamente controlado e não afetou as granjas comerciais. O reforço nas precauções visa tranquilizar a população sobre a segurança de consumir carne de frango e ovos.
A Secretaria de Agricultura realizou 291 inspeções em propriedades avícolas ao longo de 2025, e já fez 61 inspeções no primeiro trimestre de 2026, além de coletar amostras conforme orientação do Ministério da Agricultura.
Em caso de suspeita ou confirmação da gripe aviária, a subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Cristina, explicou que o Serviço Veterinário Oficial inicia uma ação imediata para conter a doença, incluindo o bloqueio da propriedade afetada, suspensão do transporte de aves e produtos, investigação do surto, coleta de amostras e monitoramento das áreas próximas.
Daniel Nunes, coordenador do Programa de Sanidade de Suínos, Aves e Programas Sanitários, destacou que a prevenção é feita de forma constante e combinada, desde a fiscalização até a orientação de pequenos produtores. Ele garantiu que nenhuma granja comercial no DF funciona sem cumprir as normas sanitárias exigidas.
Para os produtores, o alerta nacional reforça a importância de seguir as medidas de biossegurança, como usar água de poços profundos, instalar telas e cercas contra roedores, higienizar pessoas e veículos, desinfetar materiais e isolar as propriedades. Eduardo Batista, representante do Sindicato dos Avicultores, disse que os cuidados começam no local de origem das aves e incluem troca de roupas e banho dos trabalhadores, períodos sem movimentação (vazio sanitário) e limpeza dos veículos e equipamentos.
O governo do Distrito Federal mantém o compromisso com a saúde pública e a proteção das propriedades rurais, garantindo a segurança alimentar da população.

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