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Governadores apoiadores de Bolsonaro têm pouca presença nas redes na campanha inicial de Flávio

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Governadores alinhados a Jair Bolsonaro (PL) mostram pouco envolvimento nas redes sociais em apoio à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Uma análise realizada pelo Globo nas plataformas digitais oficiais dos líderes estaduais — ou daqueles que recentemente deixaram seus cargos para concorrer — revela que as manifestações públicas de suporte a Flávio são raras desde que foi anunciado como pré-candidato no final do ano passado.

Esse baixo nível de apoio contrasta com a cobrança feita por Carlos Bolsonaro (PL) na semana passada, que sugeriu uma fiscalização intensa em “prefeitos e vereadores” do partido para identificar quem não está se dedicando suficientemente à caminhada presidencial de seu irmão — algo que Flávio qualificou como surpreendente.

Foram examinadas todas as postagens oficiais no Instagram desde janeiro dos governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Celina Leão (PP), do Distrito Federal; Otaviano Pivetta (Republicanos), do Mato Grosso; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul. Também foram analisados os perfis de Cláudio Castro (PL-RJ), Mauro Mendes (Podemos-MT), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Wilson Lima (União-AM), que deixaram seus cargos recentemente para disputar o Senado.

Entre eles, Jorginho Mello é o único que tem se destacado na divulgação da pré-campanha de Flávio, embora tenha feito apenas três publicações explícitas desde o início do ano, geralmente criticando o PT e o governo Lula. Já Celina Leão expressa apoio principalmente à Michelle Bolsonaro, que recentemente esteve envolvida em conflitos familiares. Ibaneis Rocha e Wilson Lima não mencionaram o senador em suas redes.

No caso do governador paulista Tarcísio de Freitas, a única imagem conjunta com Flávio apareceu em uma publicação do próprio senador no final de fevereiro, anunciando uma parceria pelo “Projeto Brasil”, destacando a união para levar esperança ao país.

Em janeiro, considerando rumores sobre uma possível candidatura presidencial, Tarcísio afirmou que concorreria à reeleição e enfatizou a importância de uma direita unida para derrotar a esquerda. Ele também manifestou apoio a Nikolas Ferreira durante a caminhada do ativista entre Minas Gerais e Brasília, além de criticar o presidente Lula após o desfile carnavalesco em Niterói.

Jorginho Mello apoia fortemente Flávio, destacando-o como um político moderado, capaz de unir forças políticas conservadoras. Suas postagens incluem análises favoráveis à candidatura e apoio a outros membros da família Bolsonaro, juntamente com críticas ao PT.

Celina Leão não divulga a candidatura diretamente, mas faz menções ao diálogo e a união promovidos por Flávio e Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama é a figura mais presente nas publicações da governadora, recebendo homenagens em datas comemorativas.

Cláudio Castro publicou um único post de apoio a Flávio após deixar o governo do Rio e também distribuiu mensagens de felicitação ao ex-presidente e imagens de encontros partidários.

Mauro Mendes, que se afastou recentemente do governo do Mato Grosso, e seu sucessor, Otaviano Pivetta, compartilharam fotos de um encontro com Flávio logo após a cobrança de Carlos Bolsonaro. Mauro enfatizou sua lealdade ao senador e ao presidente Bolsonaro, enquanto Otaviano manteve uma postura mais reservada na comunicação.

Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, postou uma fotografia de reunião com Flávio, durante a qual discutiram propostas para o agronegócio a serem incluídas no plano de governo do pré-candidato.

Ibaneis Rocha e Wilson Lima, que se afastaram de seus cargos recentemente, não expressaram apoio a Flávio Bolsonaro em suas redes ao longo do ano.

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