Economia
IA ajuda Google a barrar anúncios perigosos
O Google anunciou nesta quinta-feira (16) que as ferramentas que utilizam a inteligência artificial (IA) Gemini colaboraram, no ano passado, para bloquear aproximadamente 8,2 bilhões de anúncios online que infringiam suas diretrizes.
Keerat Sharma, vice-presidente de privacidade e segurança de publicidade do Google, afirmou: “Nos dedicamos intensamente a aprimorar nossos sistemas com IA”.
Ele destacou que os modelos mais recentes compreendem melhor as intenções, possibilitando detectar e impedir conteúdos maliciosos preventivamente, mesmo aqueles criados para escapar das ferramentas de monitoramento.
De acordo com um Relatório Anual de Segurança de Anúncios divulgado pela empresa, mais de 99% dos anúncios que violavam as regras foram interceptados antes de serem visualizados pelos usuários.
“Buscamos evitar que práticas inadequadas cheguem a ser vistas por qualquer usuário”, explicou Sharma.
Em 2025, o Google implementou 35 mudanças em suas políticas publicitárias para adaptar-se às mudanças no marketing fraudulento, conforme detalhado pelo executivo.
As estratégias do sistema de publicidade, movidas pelo Gemini, examinam centenas de bilhões de sinais — como idade das contas dos anunciantes, seus comportamentos e padrões de campanha — para identificar anomalias.
Sharma também comentou que o Google revisitou sua abordagem para fortalecer a segurança publicitária desde a base.
“Com o Gemini, conseguimos analisar uma grande quantidade de informações para entender com mais profundidade as intenções reais dos anunciantes e determinar se elas são positivas ou prejudiciais”, explicou ele.
Quando agentes maliciosos usam IA generativa para criar anúncios falsos em massa, o sistema Gemini detecta e bloqueia essas tentativas em tempo real.
Entre as práticas proibidas estão os chamados ‘deepfakes’, que envolvem o uso indevido de imagens de pessoas para parecerem autênticas.
Outra camada de proteção no sistema publicitário do Google inclui a checagem dos anunciantes. Sharma indicou que esse processo é usado para confirmar que o anunciante é uma entidade legítima.

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