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Economia

Ibovespa sobe levemente com queda do petróleo

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O Ibovespa mudou de direção e recuperou-se, chegando aos 178 mil pontos na tarde de quinta-feira (21), impulsionado por uma notícia de uma emissora árabe que apontou um acordo preliminar entre EUA e Irã, intermediado pelo Paquistão. Apesar disso, o índice teve um desempenho modesto, fechando com alta de 0,17%, em 177.649,86 pontos. Durante o dia, a oscilação variou de uma mínima de 175.805,16 até um pico de 178.546,59, começando a sessão aos 177.351,70 pontos. Foi o segundo dia consecutivo de alta, um movimento que não ocorria desde os dias 5 e 6 de maio.

No fechamento, o setor financeiro registrou recuperação moderada, com destaque para Itaú (PN +1,13%). Vale ON, a principal ação do Ibovespa, também avançou 0,77%, enquanto Petrobras encerrou em alta de 1,25% na ON e 0,78% na PN.

Na lista das maiores valorizações do Ibovespa estão CSN (+3,43%), Brava (+2,03%) e Natura (+2,00%). Por outro lado, Hapvida (-7,01%), Minerva (-5,40%) e MRV (-3,26%) sofreram quedas expressivas. O volume financeiro da sessão foi moderado, totalizando R$ 23,8 bilhões. Na semana, o índice avançou 0,21%, mesmo com queda no mês de 5,16%. No acumulado do ano, o Ibovespa já registra um ganho de 10,26%.

Com a possível aproximação de um acordo no Oriente Médio, o preço do petróleo reverteu a alta e caiu cerca de 2%, tanto no Brent quanto no WTI, limitando o avanço da Petrobras, que ainda assim fechou em alta. Os juros futuros e o dólar acompanharam esse movimento de alívio, contribuindo para o desempenho positivo do Ibovespa à tarde. No fechamento, o dólar apresentou ligeira queda de 0,04%, cotado a R$ 5,0012. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,55%, o S&P 500 0,17% e a Nasdaq 0,09%.

Luise Coutinho, responsável por produtos e alocação na HCI Advisors, destacou que “o preço do barril de petróleo superou os US$ 109 pela manhã, mas recuou mais de 2% à tarde após a notícia sobre um acordo preliminar entre EUA e Irã, com o Paquistão como mediador”.

Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, ressaltou que a volatilidade do petróleo, em razão das notícias sobre negociações entre Estados Unidos e Irã, tem sido determinante para o apetite ou aversão ao risco no mercado. Apesar dos sinais positivos, os investidores permanecem cautelosos diante da incerteza quanto ao avanço concreto das negociações, o que mantém uma sensação de insegurança.

Ele complementa que “há uma percepção crescente de que os preços do petróleo podem se manter elevados por um período prolongado, impactando diretamente os custos de energia, transporte e produção em vários países, o que pressiona a inflação global”. Esse cenário influencia as decisões de política monetária dos bancos centrais de referência, como o Federal Reserve dos EUA.

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