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Incêndios causam estragos em Creta após ondas de calor na Europa
Os bombeiros da Grécia continuam batalhando contra um incêndio florestal que consumiu várias áreas da popular ilha de Creta nesta sexta-feira (31). Este verão no hemisfério norte está sendo marcado na Europa por fortes ondas de calor e secas, que já provocaram incêndios históricos na Espanha e França, agora controlados.
O calor intenso, atribuído pelos cientistas às mudanças climáticas causadas por ações humanas, secou as florestas e os terrenos na Europa, elevando o perigo de focos de fogo.
Thrasyvoulos Paterakis, de 69 anos, proprietário de um café em Agia Galini, lamentou à AFP: “Meu café foi destruído. Este lugar dava sustento para minha família e a de meu filho. Agora estamos sem teto”.
Na quarta-feira à noite, um incêndio atingiu uma área turística no sul de Creta, forçando quase 8 mil residentes e turistas a deixarem a região. A maioria já pode retornar, mas os danos são severos.
Na costa norte da ilha, ao sul de Retimno, outro incêndio queimou cerca de 4.500 hectares nos últimos dias, conforme dados do Observatório Nacional de Atenas (meteo.gr).
Embora a situação tenha melhorado, o fogo ainda não está completamente controlado e vários focos permanecem ativos, informou uma porta-voz dos bombeiros à AFP.
Na península do Peloponeso, no sul da Grécia, quatro aviões e três helicópteros foram destacados para combater um foco perto do vilarejo de Floka.
Em todo o país, equipes de bombeiros e proteção civil estão em alerta devido aos ventos fortes.
Focos de incêndio em outras regiões da Europa
Na França, um grande incêndio que destruiu 42 mil hectares no sudoeste do país está estável e contido dentro do perímetro, porém ainda há focos ativos, conforme comunicados das autoridades. As condições noturnas, com queda de temperatura e aumento da umidade, auxiliaram no controle.
Duas mortes de bombeiros foram registradas na semana passada em Mérignac, próxima a Bordeaux, durante um combate a incêndio florestal. Foi o pior incêndio na França desde 1949, provocando a evacuação de mais de 220 mil pessoas e destruindo quase 240 casas na região vinícola em plena alta temporada de verão.
Na Espanha, o governo retirou o estado de emergência decretado anteriormente por um incêndio que ameaçava áreas próximas a Madri, pois não há mais focos ativos. No entanto, uma nova onda de calor elevou o risco de incêndios para níveis críticos.
Em Portugal, cerca de mil bombeiros trabalham no combate a um incêndio na região norte de Valpaços, que já consumiu 6 mil hectares desde terça-feira, de acordo com a Proteção Civil. Nos arredores, outro incêndio mobilizou quase 200 pessoas no município de Chaves.
Uma nova onda de calor também está afetando a Europa Central, com temperaturas chegando a 41°C nos próximos dias.
As autoridades de Hungria, Eslováquia, Eslovênia, Romênia e Áustria intensificaram as medidas de emergência devido ao risco elevado de incêndios florestais e à crescente demanda sobre os sistemas de água e energia.

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