Economia
Inflação no limite da meta em 2026 e crescimento do PIB mantido em 2,3%
O governo do presidente Lula atualizou as projeções para a economia brasileira de 2026, elevando a estimativa de inflação de 3,7% para 4,5%, que corresponde ao teto da meta estipulada. Apesar disso, o Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para este ano.
Essas informações foram divulgadas no Boletim Macrofiscal publicado hoje, com a versão anterior datada de fevereiro.
Segundo o documento, a equipe econômica observou um aumento nas expectativas de inflação devido ao início do conflito no Irã.
O governo detalhou que a revisão considera diversos fatores: o aumento nos preços do petróleo, que exerce pressão altista; a valorização estimada da taxa de câmbio para 2026; a expectativa do mercado para uma taxa Selic mais elevada durante o ano; além de políticas mitigatórias que atuam na direção contrária; e dados recentes do IPCA que superaram as estimativas anteriores.
Mesmo diante desses influências, o governo ainda não prevê que o índice IPCA ultrapasse o teto da meta para este ano, que é fixado em 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, correspondendo assim a um limite máximo de 4,5%.
Para 2027, a inflação esperada também foi ajustada para cima, passando de 3% para 3,5%.
A projeção para o crescimento do PIB em 2026 permanece inalterada, sustentada principalmente pela expansão dos setores industrial e de serviços, apesar da desaceleração observada na agropecuária.
Da mesma forma, a estimativa para o crescimento econômico em 2027 foi mantida em 2,6%.

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