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Integrantes da equipe de candidato à presidência da Colômbia são assassinados

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Dois membros da campanha de Abelardo de la Espriella, candidato preferido da direita nas eleições presidenciais, foram assassinados na sexta-feira em uma região rural da Colômbia, conforme informado pelas autoridades.

De acordo com um comunicado da equipe de Espriella, o coordenador local da campanha, Rogers Mauricio Devia, e seu assessor, Eder Fabián Cardona, foram atacados por quatro homens armados em motocicletas enquanto circulavam pelo departamento de Meta (centro-leste), após terem colocado material de divulgação eleitoral.

A Defensoria do Povo expressou grande preocupação, destacando que os acontecimentos têm um impacto significativo no exercício dos direitos políticos e na participação democrática, especialmente por ocorrerem em período eleitoral.

A segurança é uma questão crucial nas eleições presidenciais marcadas para 31 de maio. O senador de esquerda Iván Cepeda — apontado como favorito nas pesquisas — e os principais candidatos de direita, Espriella e Paloma Valencia, enfrentam ameaças de morte.

Todos eles realizam suas campanhas com rigorosos esquemas de proteção, devido à onda de atentados e assassinatos no país.

Meta, historicamente uma área de influência das extintas Farc, ainda abriga guerrilheiros rebeldes e funciona como uma rota importante para o tráfico de cocaína na Colômbia.

No país, é comum que grupos armados envolvidos em atividades ilegais como narcotráfico e extorsão exerçam forte influência sobre o processo eleitoral.

A candidata à vice-presidência de Iván Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada por algumas horas em fevereiro por dissidentes rebeldes que não aderiram ao acordo de paz de 2016, o qual desarmou a maior parte das Farc.

Outra facção dissidente é suspeita de ordenar o homicídio de Miguel Uribe, candidato baleado durante um comício em Bogotá em junho do ano passado.

Esse crime revive o espectro da violência política na Colômbia, onde diversos candidatos presidenciais foram mortos pelo narcotráfico entre as décadas de 1980 e 1990.

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