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Irã aplicará taxas diferenciadas para países aliados no Estreito de Ormuz, afirma diplomata
O embaixador Abdolreza Rahmani Fazli, representante do Irã na China, afirmou neste sábado (4) que Teerã implementará novas tarifas para embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz, uma medida que não foi aceita pelos Estados Unidos. No entanto, ele garantiu que as nações amigas do Irã receberão condições especiais.
O acordo preliminar entre Irã e Estados Unidos, que visava encerrar o conflito, previa que navios comerciais poderiam passar por essa região sem custos durante um período de 60 dias. No entanto, não está definido o que ocorrerá após o término desse prazo.
Abdolreza Rahmani Fazli comentou, durante o Fórum Mundial da Paz em Pequim, que o Irã está desenvolvendo, em parceria com Omã, novas medidas para essa importante rota marítima.
Ele ressaltou que, como o Estreito de Ormuz está em águas territoriais iranianas, haverá cobranças pela prestação de serviços, evitando, contudo, que sejam consideradas como pedágio.
As novas regras vão priorizar a segurança da passagem, a supervisão da navegação e a gestão dos impactos ambientais decorrentes do grande tráfego de embarcações na região.
O diplomata enfatizou que os países que mantiveram uma relação amistosa com o Irã durante períodos desafiadores terão um tratamento diferenciado nessas cobranças.
É importante lembrar que esse estreito é uma rota vital por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globalmente. Durante o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel no Oriente Médio, o Irã praticamente bloqueou essa passagem, o que elevou os preços da energia de forma significativa.
Após um acordo inicial com os Estados Unidos, o Irã cessou o bloqueio no Estreito de Ormuz.
Atualmente, as negociações seguem em andamento para resolver definitivamente o conflito.

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