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Irã mantém análise sobre proposta dos EUA após Trump apontar progresso nas negociações
O governo do Irã continua avaliando a proposta dos Estados Unidos referente a um acordo temporário de cessar-fogo, sem ainda emitir uma resposta oficial aos mediadores que participam das discussões, informou a agência semi-oficial Mehr nesta terça-feira, 2.
De acordo com uma fonte ouvida pela publicação, a versão final do acordo ainda está sendo debatida internamente em Teerã. Até o momento, nenhuma decisão definitiva foi tomada.
Essa informação foi divulgada um dia depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que as negociações com a República Islâmica estão avançando rapidamente. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que as conversas prosseguem em um ritmo acelerado, embora existam indícios de impasse entre as partes.
Na segunda-feira, 1º, a agência iraniana Tasnim informou que Teerã suspendeu temporariamente as negociações como forma de protesto contra a ampliação das ações militares israelenses no Líbano e contra supostas violações do cessar-fogo estabelecido entre Irã e Estados Unidos em abril. Segundo o veículo, a equipe iraniana interrompeu o diálogo e a troca de propostas por meio dos mediadores.
O governo iraniano demonstra cautela devido à desconfiança em relação a Washington. Conforme a fonte citada pela Mehr, o histórico dos Estados Unidos no descumprimento de acordos levou Teerã a adotar uma postura mais prudente durante as negociações.
Além disso, o Irã está buscando garantias de que qualquer acordo traga resultados concretos e palpáveis ao país. O entendimento em debate é visto como um esforço para manter o cessar-fogo e criar condições para negociações mais amplas sobre segurança regional e o programa nuclear iraniano.
As negociações acontecem em um cenário de aumento das tensões no Oriente Médio. Recentemente, os dois países trocaram acusações de descumprimentos da trégua, enquanto Israel intensificou suas operações militares no Líbano. Na última segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, ordenou ataques contra posições do Hezbollah nos arredores do sul de Beirute e afirmou que as operações poderão se estender ainda mais dentro do território libanês.


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