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Irã pode suspender retomada da guerra com EUA

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O governo do Irã declarou nesta quarta-feira (27) que vê como pouco provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, apesar dos recentes ataques americanos e das negociações diplomáticas em curso para resolver o conflito.

Segundo Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, citado pela agência Tasnim, ‘A chance de uma guerra é baixa devido à fraqueza do adversário. As Forças Armadas estão preparadas, com carregadores cheios’.

Ele também afirmou: ‘Não tenham dúvidas de que faremos da região entre Chabahar e Mahshahr um cemitério para os invasores’, referindo-se a cidades localizadas em extremos opostos da extensa costa sul do Irã.

Esta posição foi divulgada um dia depois de Teerã acusar Washington de violar o cessar-fogo vigente desde abril e anunciar que está pronto para responder aos ataques mais severos desde o início da trégua.

O conflito no Oriente Médio teve início no final de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, espalhando-se rapidamente por diversas frentes, afetando toda a região e causando uma crise no mercado global de energia.

Irã e Estados Unidos têm mantido uma guerra de declarações enquanto negociam um acordo mediado pelo Paquistão.

O Ministério da Inteligência do Irã afirmou que os EUA e Israel ainda querem derrubar a República Islâmica e dividir o país, adotando outros meios para alcançar esse objetivo.

Sem um vencedor claro no conflito, nenhuma das partes cede nas principais divergências, que envolvem o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o comércio internacional de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval dos portos iranianos.

Relatos de Bandar Abbas mencionam que a Guarda Revolucionária atacou um drone americano que invadiu o espaço aéreo do Irã e abriu fogo contra um caça F-35.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que não deixará nenhuma ação hostil sem resposta e defenderá a nação iraniana.

O porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins, informou que os ataques recentes foram em legítima defesa para proteger as tropas americanas no sul do Irã.

Em mensagem de Eid al-Adha, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Jamenei, declarou que os EUA estão perdendo influência na região e pediu que os países do Oriente Médio deixem de abrigar bases usadas para ataques americanos.

Apesar dos confrontos, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que um acordo de paz permanece possível e que o Estreito de Ormuz será reaberto, de algum modo.

No Líbano, ataques de Israel deixaram dezenas de mortos, incluindo crianças. O Irã sustenta que o acordo de paz também deve ser aplicado ao país, onde o conflito não cessou desde março.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu prometeu derrotar o Hezbollah, e as forças militares de Israel ampliam suas operações no território do Líbano.

Enquanto isso, avanços nas negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerã continuam. Uma delegação iraniana retornou de visita ao Catar e o governo está finalizando um projeto com 14 pontos para pôr fim ao conflito.

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