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João Paulo propõe ação contra impactos do El Niño em Pernambuco

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A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promoveu uma audiência pública na segunda-feira (15) para debater os efeitos do fenômeno El Niño e a importância de fortalecer medidas preventivas frente às condições climáticas extremas que atingem o estado. A reunião foi organizada e conduzida pelo deputado estadual João Paulo (PT), por meio da Frente Parlamentar do Meio Ambiente.

No encontro, especialistas, representantes governamentais, pesquisadores e gestores municipais discutiram os perigos ligados às alterações climáticas e os desafios para formular políticas contínuas de prevenção e adaptação.

João Paulo ressaltou que o poder público deve priorizar ações antecipadas diante dos alertas científicos.

“Ante riscos anunciados, cabe ao poder público agir preventivamente. É crucial preparar-se com a criação de um comitê que monitore os possíveis impactos e implemente medidas preventivas conforme projeções da comunidade científica internacional. É essencial unir esforços da União, Estado e municípios para um planejamento coordenado e eficaz frente a essa emergência climática”, declarou.

O deputado também sugeriu expandir o grupo de trabalho do Governo de Pernambuco responsável por um plano de prevenção contra os efeitos do El Niño e outros eventos climáticos severos. Atualmente formado por cerca de 40 agentes públicos, esse grupo poderia incluir também representantes de comunidades vulneráveis, trabalhadores e gestores municipais.

Projeto de lei em pauta

Durante o debate, João Paulo apresentou um Projeto de Lei para instituir a Política Estadual de Prevenção e Combate aos Impactos Ambientais e Sociais provocados por eventos climáticos extremos em Pernambuco.

A iniciativa propõe a cooperação entre o Estado, municípios e sociedade civil para desenvolver planos de contingência, definir recursos financeiros e coordenar ações de resposta a emergências climáticas.

“A seca ultrapassa limites municipais. A crise climática não respeita fronteiras. E a população não pode ficar à mercê do improviso diante da emergência. É necessário tornar a prevenção uma política pública perene”, destacou o parlamentar.

Especialistas enfatizam a importância do planejamento

Participaram da audiência representantes da Universidade de Pernambuco (UPE), da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio de Municípios do Agreste e Mata Sul, além da deputada estadual Rosa Amorim, presidente da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, técnicos, pesquisadores e gestores envolvidos em estratégias de adaptação.

Os especialistas destacaram que os efeitos climáticos variam regionalmente: o Sertão pode enfrentar longos períodos de seca, enquanto outras áreas precisam se preparar para fortes chuvas, enchentes, deslizamentos e danos à infraestrutura.

Ao fim da audiência, houve consenso sobre a necessidade de aprimorar o planejamento, garantir orçamento e melhorar a coordenação entre os diferentes níveis governamentais para minimizar os impactos sociais, econômicos e ambientais dos eventos extremos.

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