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Leão XIV acaba com cortes salariais no Vaticano

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O papa Leão XIV decidiu cancelar os cortes nos salários dos cardeais e dos altos funcionários do Vaticano que foram impostos por seu predecessor, Francisco, em 2021 por causa da pandemia de covid-19.

Naquele ano, Francisco reduziu os vencimentos dos cardeais em 10% e dos altos funcionários em 8%, como uma medida de contenção para estabilizar as finanças da Santa Sé, que enfrentavam dificuldades devido à crise sanitária e a déficits acumulados.

Em um decreto pontifício divulgado no dia em que completou 71 anos, Leão XIV determinou que essa redução será extinta a partir de 1º de setembro de 2026.

O papa ressaltou que as limitações, embora tenham sido necessárias para lidar com a pandemia, agora já não são mais imprescindíveis. Contudo, a revogação não valerá retroativamente.

Estima-se que um cardeal da Cúria, centro administrativo da Igreja Católica, receba mensalmente entre 4.500 e 5.000 euros.

Esta decisão aparece num contexto financeiro mais positivo para a Santa Sé. Segundo o relatório anual divulgado em maio pelo banco do Vaticano, o último ano foi o melhor já registrado, com um lucro líquido de 51 milhões de euros.

Além disso, Leão XIV anulou uma proposta de Francisco que planejava transferir parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos limites do Vaticano devido à falta de espaço. O pontífice preferiu construir uma nova instalação dentro do território vaticano para preservar esses documentos.

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