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Líderes do agro pedem debate e criticam mudança na escala 6×1

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Lideranças do agronegócio manifestaram suas preocupações neste sábado, 25, durante a abertura da Expozebu em Uberaba (MG), um dos principais eventos da pecuária nacional. Elas destacaram a necessidade urgente de um debate aprofundado sobre as consequências de alterar a escala de trabalho 6×1 para a economia e o setor produtivo.

Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), fez um alerta sobre os riscos dessa proposta e solicitou a atenção do Congresso Nacional.

“É fundamental discutirmos a eliminação da escala 6×1 com a seriedade necessária, considerando todos os possíveis efeitos para a economia e o desempenho do setor agropecuário no Brasil”, afirmou ele, ressaltando que essa mudança pode causar graves impactos econômicos e produtivos, nunca antes vistos.

Na mesma linha, o líder da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, ampliou as críticas citando o contexto econômico e fiscal atual do país.

“Arrecadamos R$ 3 trilhões em impostos e passamos mais de cinco meses pagando tributos. No entanto, o que temos em retorno? Mais impostos”, declarou. Ele argumentou que a reforma tributária pode concentrar ainda mais recursos no governo federal, em detrimento dos municípios.

Meirelles também criticou a prioridade dada à discussão sobre a jornada de trabalho, em detrimento da solução de outros problemas estruturais, como transporte e segurança pública. “É necessário resolver primeiro essas questões estruturais do país antes de alterar o regime 6×1”, frisou.

O dirigente enfatizou a importância do envolvimento da sociedade e a necessidade de planejamento a longo prazo. “Não podemos mais ser meros espectadores”, disse ele, destacando a urgência de um projeto consistente para o Brasil, fazendo referência a comparações internacionais.

No âmbito político, Meirelles agradeceu aos pré-candidatos à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que participaram do evento e se comprometeram a contribuir com o debate público.

“Eles aceitaram o desafio em um momento difícil, reconhecendo a polarização, e colocaram seus nomes para promover uma discussão nacional”, afirmou, acrescentando que há candidatos capazes de desenvolver um projeto viável para o país.

O tema da jornada de trabalho ganha destaque enquanto a proposta avança no Congresso. Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto, etapa que avalia apenas a constitucionalidade do texto.

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