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Lula não vai indicar outro nome ao STF, dizem aliados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está considerando nomear outra pessoa para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já comunicou a seus aliados que, caso o Senado rejeite a indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), não enviará uma nova nomeação.
O presidente tem deixado claro que não possui um plano alternativo para substituir Luís Roberto Barroso, que se aposentou. A indicação de Messias recebeu 34 votos favoráveis, sete a menos do que o necessário, e 42 votos contrários.
Após a votação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) mencionou a posição de Lula:
— O presidente entende os movimentos e sinais, mas o principal é que ele tem maturidade para dialogar com toda a base do governo. Ele já havia avisado que não enviaria outro nome em caso de rejeição, por isso não há discussão sobre novas indicações. O que acontece é que uma pessoa que não tem ligação com o processo eleitoral foi injustamente derrotada.
A rejeição de Messias, a primeira em 132 anos, representa uma derrota histórica para Lula. Essa derrota aumenta as tensões entre o governo e o Congresso, faltando menos de seis meses para as eleições.
Messias foi indicado para o Supremo há mais de cinco meses, mas enfrentou resistência da oposição e, principalmente, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Essa foi a primeira vez desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, que um indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado.
Aliados de Lula atribuem a derrota a uma articulação de Alcolumbre contra Messias.
Originalmente visto como um pilar para a governabilidade do governo de Lula, o senador se distanciou do Planalto e passou a criticar o governo após a nomeação de Messias, em vez de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), um aliado próximo do presidente do Senado.
Até a véspera da sabatina, assessores de Lula tentaram que Alcolumbre expressasse apoio público a Messias, mas isso não aconteceu. Por outro lado, Pacheco posou para uma foto com o chefe da AGU durante um evento que confirmou o apoio da bancada do PSB ao ministro.

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