Economia
Mercados de NY fecham mistos com risco no Oriente Médio
As bolsas de Nova York encerraram a quarta-feira (8) com resultados variados, influenciadas pela intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que ameaçam um cessar-fogo e afetam a passagem pelo Estreito de Ormuz. Os investidores também analisaram a ata da recente reunião do Federal Reserve (Fed).
O Dow Jones caiu 1,09%, fechando em 52.347,97 pontos. O S&P 500 teve queda de 0,28%, ficando em 7.482,58 pontos. Já o Nasdaq subiu 0,20% e terminou o dia aos 25.870,65 pontos.
Após uma queda inicial superior a 1%, o Nasdaq recuperou parte das perdas graças ao setor de tecnologia, que cresceu 1,44%. As ações da Apple aumentaram 0,88% após anunciar uma parceria superior a US$ 30 bilhões com a Broadcom, que subiu 5,69%, para produção de chips nos EUA.
A Nvidia valorizou 3,65% diante da possibilidade de que a China permita a venda limitada do chip H200. Outras fabricantes de semicondutores, como a Micron (+1,11%) e a Marvell (+0,44%), também registraram ganhos.
As ações da Lockheed Martin caíram 1,39%, mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a criação de uma unidade de apoio na Europa durante a cúpula da Otan, ressaltando que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim, enquanto o Irã prometeu retaliar qualquer ação americana na noite de quarta-feira.
O aumento das tensões fez o preço do petróleo subir, beneficiando o setor de energia, que cresceu 1,41%. A Chevron valorizou cerca de 1%. A Levi Strauss publicou seus resultados do segundo trimestre com queda de 1,14%, enquanto a Costco teve um aumento de 0,59% nas vendas de junho.
A ata do Fed mostrou que seus membros estão divididos quanto à trajetória dos juros nos EUA, preocupados com a inflação devido ao choque nos preços da energia. O mercado continua apostando em um aumento dos juros em setembro, segundo o CME Group.

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