Brasil
Caiado destaca o papel das mulheres nas decisões do Brasil
O pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), fez um pronunciamento voltado para o eleitorado feminino evangélico nesta quinta-feira (9). Durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), no Rio de Janeiro, ressaltou que as mulheres têm um papel fundamental nas decisões que envolvem o lar e são peças-chave na proteção e formação das famílias.
“Muitas vezes ouvimos comentários infundados sugerindo que as mulheres não participam das decisões do país, pois supostamente seguem apenas a opinião do marido. Quero afirmar que é justamente o contrário. Assim como a Bispa Neusa, minha esposa Gracinha exerce uma influência muito maior e mais assertiva nas decisões,” declarou, segundo o g1.
O ex-governador de Goiás atribuiu às mulheres a missão de fortalecerem a estrutura familiar e educar os filhos. “Vocês têm toda essa sensibilidade e capacidade de serem mães, cuidar dos filhos, do nosso lar e consolidar nossas famílias. Essa é a verdadeira força da mulher. Vivemos numa criação essencialmente matriarcal,” afirmou.
Este evento ocorre em um momento de aumento das atividades direcionadas ao eleitorado feminino por parte dos pré-candidatos à Presidência. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,85% do eleitorado brasileiro, totalizando cerca de 82 milhões de eleitoras, enquanto os homens somam aproximadamente 73,8 milhões de votantes.
As declarações de Ronaldo Caiado refutam opiniões recentes de aliados de outros candidatos, como o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que afirmou que as mulheres votam mal e tendem a seguir o voto do marido. Tais afirmações geraram repercussão e pedidos de investigação por parte da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) quanto à possibilidade de crime de violência política de gênero.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alvo indireto dessas controvérsias, repudiou publicamente as falas do blogueiro em um evento feminino, o qual contou com ausência de lideranças femininas da direita, incluindo as senadoras Tereza Cristina (PP-MS), Damares Alves (Republicanos-DF) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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