Economia
Mercados europeus fecham em alta impulsionados por setores de defesa e tensões geopolíticas
Os mercados de ações na Europa encerraram a segunda-feira (18) predominantemente valorizados, com os investidores analisando as últimas atualizações sobre os conflitos no Oriente Médio e no Leste Europeu. O ambiente de mercado também considera os possíveis efeitos econômicos desses confrontos e as decisões de política monetária dos principais bancos centrais.
Em Londres, o índice FTSE 100 teve alta de 1,26%, fechando aos 10.323,75 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,24%, para 24.247,58 pontos. O CAC 40, em Paris, subiu 0,44%, chegando a 7.987,49 pontos. Em contrapartida, Milão viu seu FTSE MIB cair 0,91%, fechando em 48.669,05 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cresceu 0,54%, fechando aos 17.718,30 pontos, enquanto o PSI 20 de Lisboa avançou 1,21%, a 9.142,55 pontos.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, intensificou suas declarações em relação ao Irã, afirmando que o país deve agir rapidamente para firmar um acordo e encerrar as hostilidades, demonstrando impaciência com a situação atual.
Em uma notícia significativa, fontes indicaram que Washington aceitou suspender as sanções relacionadas ao petróleo contra Teerã. Essa situação fez com que os preços do petróleo fossem voláteis, mas no geral mantiveram-se firmes, beneficiando as ações do setor energético do Stoxx 600, que registrou aumento de 1,3%.
Megan Greene, representante do Banco da Inglaterra, ressaltou que os bancos centrais não devem presumir que os efeitos inflacionários derivados da guerra no Oriente Médio serão passageiros, advertindo contra a postura de esperar por todas as evidências antes de agir sobre as taxas de juros. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as projeções de crescimento do PIB do Reino Unido para 2026, embora ainda espere uma desaceleração.
Além das tensões no Oriente Médio, o conflito no Leste Europeu voltou a ganhar destaque depois que o banco Citi elevou as recomendações e os preços-alvo das empresas Rheinmetall e Saab, que haviam sofrido uma recente queda nas ações, diante da perspectiva de que a Rússia continuará a ser uma ameaça para a região. O setor aeroespacial e de defesa avançou cerca de 2%.

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