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Meta é julgada nos EUA por riscos das redes sociais para jovens
Meta está enfrentando um novo julgamento nos Estados Unidos devido aos riscos que suas plataformas podem apresentar para crianças e adolescentes, apesar de afirmar que trabalha constantemente para garantir a segurança dos usuários mais jovens.
O julgamento importante para a empresa, que administra o Instagram e o Facebook, teve início na terça-feira (18), em um tribunal federal na Califórnia. Quatro estados estão buscando bilhões de dólares em indenizações e mudanças significativas na maneira como a Meta opera suas plataformas.
Um júri vai decidir se os procuradores-gerais conseguiram provar que a gigante tecnológica projetou seus aplicativos para criar dependência, mantendo os usuários engajados pelo máximo de tempo possível, coletando seus dados e ocultando a verdade da população.
Estados como Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey estão entre os 29 que processaram a empresa em 2023 por questões de segurança e privacidade infantil, sendo que outros 25 estados ainda terão seus processos julgados posteriormente. A Meta também enfrenta processos em tribunais estaduais, incluindo um em andamento no Tennessee.
A ação legal acusa a Meta de agravar a crise da saúde mental entre jovens ao criar deliberadamente recursos que causam vício nas crianças, escondendo esses efeitos negativos do público.
Além disso, a empresa é acusada de coletar dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos responsáveis, o que seria uma violação das leis federais.
Por sua vez, a Meta defende seu compromisso com a segurança, afirmando ter uma base sólida para sua defesa.
Os estados argumentam que a Meta utilizou pesquisas sobre o desenvolvimento infantil, que indicam que crianças buscam constantemente recompensas e são sensíveis ao feedback social, ainda sem a plena capacidade de controlar seus impulsos como um adulto.
O advogado da empresa, Paul Schmidt, ressaltou os esforços da Meta para a segurança, reconhecendo que, embora menores de 13 anos não devam usar seus aplicativos, algumas crianças podem mentir sobre a idade; além disso, alguns adolescentes têm dificuldade em controlar o tempo de uso, e há casos de publicações de conteúdo negativo no Facebook e no Instagram.
O julgamento, conduzido pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, deve durar seis semanas e incluirá depoimentos do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, além de outros executivos e ex-funcionários.
Se a Meta for considerada culpada, o tribunal terá ampla liberdade para determinar o valor das penalidades financeiras aplicadas.
A empresa afirmou que a condenação pode acarretar um valor de até US$ 1,4 trilhão em danos, embora especialistas jurídicos considerem improvável que a cifra se aproxime desse montante.


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