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Michelle decide ficar no PL após conversa com aliadas

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta terça-feira, que planejava deixar o partido. Contudo, essa decisão não foi consumada, pois ela foi persuadida pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a permanecer na legenda.

Ao invés de deixar o partido, Michelle optou por renunciar ao cargo de presidente do PL Mulher.

Recentemente, Michelle se reuniu com Valdemar Costa Neto, que busca administrar a situação delicada provocada por um desentendimento público entre ela e o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro.

Após o encontro, Michelle chegou a sair decidida a se desligar do partido, mas acabou sendo convencida a reconsiderar a decisão por Celina Leão e Damares Alves.

Ela já havia informado a aliados legislativos que desistiu de disputar uma vaga no Senado.

A decisão de Michelle, conforme relatos de pessoas próximas nos últimos dias, foi influenciada por seu sentimento de esgotamento e pela preocupação com as consequências da disputa pública com Flávio Bolsonaro.

Aliadas continuam tentando dissuadi-la dessa decisão, utilizando o tempo até as convenções partidárias, que ocorrem até agosto, para buscar um consenso.

Na semana passada, Michelle divulgou dois vídeos nas redes sociais fazendo críticas a Flávio Bolsonaro, afirmando ter sido maltratada e desrespeitada por ele, que teria se mostrado ríspido.

O confronto surgiu devido a divergências sobre o posicionamento do PL no Ceará, com Flávio e a maior parte da liderança partidária apoiando Ciro Gomes (PSDB) para governador, contrapondo-se à posição de Michelle.

Segundo aliados da ex-primeira-dama, a controvérsia pública e sua repercussão nas redes sociais a levaram a desistir da candidatura ao Senado.

Alguns membros do PL, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e o influenciador Paulo Figueiredo, criticaram Michelle pelos vídeos publicados.

Michelle também manifestou preocupação com a maneira como suas filhas poderiam ser afetadas pela repercussão da disputa nas redes sociais. Além disso, ela declarou estar desmotivada para participar da eleição e pretender concentrar-se no cuidado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após condenação no caso da trama golpista.

A ex-primeira-dama reclamou que, após os vídeos, tem sido alvo de críticas tanto de aliados de Flávio quanto da campanha do presidente Lula.

Apesar das divergências, Flávio Bolsonaro tentou envolvê-la num evento da sua pré-campanha voltado ao público feminino, agendado para esta quarta-feira, mas é improvável que ela compareça.

Igualmente, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esforça-se para amenizar as tensões entre eles.

“O PL cresceu muito, e divergências são normais em situações assim”, comentou Valdemar após Michelle renunciar ao comando do PL Mulher.

O partido havia planejado que Michelle seria candidata ao Senado pelo Distrito Federal, numa chapa com a deputada Bia Kicis (PL-DF) para outra vaga no Senado e Celina Leão para o governo local.

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