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Economia

Ministro da Fazenda vê espaço para corte da Selic e diz que BC não deve agir por ‘soluços’

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista recente ao Metrópoles, declarou que o Banco Central não precisa reagir a eventos passageiros, como o conflito no Oriente Médio, e que ainda há possibilidade para novas reduções na taxa Selic.

Na última quarta-feira, o Banco Central diminuiu a Selic em 0,25 ponto percentual, ajustando-a de 14,50% para 14,25%, porém manteve aberta a indefinição quanto às próximas decisões diante dos crescentes riscos inflacionários.

Alguns analistas do mercado financeiro interpretam que a fase de queda da Selic está próxima do encerramento, possivelmente na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto.

“A política monetária não deveria reagir a eventos temporários, como a guerra recente, pois já percebemos uma desaceleração e os preços do petróleo em queda. Assim, acreditamos que ainda existe espaço para cortes adicionais”, explicou Durigan.

O ministro enfatizou que a decisão sobre a Selic é uma atribuição do Banco Central, mas que, dentro do possível, o governo colaborará com a política monetária. Ele mencionou, como exemplo, o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento deste ano.

“Claramente, esta competência é do Banco Central. Estou apenas compartilhando minha visão, e o governo vai contribuir no curto prazo de forma responsável, sem mudar as metas fiscais, incluindo o bloqueio de recursos orçamentários e medidas duras, enquanto o BC ajusta a política monetária conforme a perspectiva de médio e longo prazo”, afirmou Dario Durigan.

O ministro reconhece a preocupação com a inflação, mesmo considerando que ela esteja controlada, e compreende o sentimento das pessoas que percebem alta nos preços dos alimentos. Disse que o governo toma medidas específicas, como no caso dos combustíveis, mas evita controles de preços. A principal preocupação do governo é manter a responsabilidade fiscal para demonstrar um compromisso firme com a redução da inflação.

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