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Moraes adia início da pena de advogada ligada ao 8 de Janeiro por 120 dias
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou no domingo, 19, que o começo da execução da pena de uma advogada condenada a 14 anos por envolvimento nos eventos do 8 de janeiro de 2023 seja postergado em 120 dias.
A advogada Aline Morais de Barros passou por uma cirurgia para retirada do útero. Durante o procedimento, Moraes permitiu que Aline ficasse sem o dispositivo de monitoramento eletrônico.
Após a cirurgia, o advogado dela solicitou um prazo adicional de 60 dias para colocar novamente o aparelho, justificando que ela realizou um procedimento delicado e está com mobilidade limitada.
Moraes aceitou o pedido e concedeu um adiamento de 120 dias para o início da pena. Também determinou que esse período seja usado para suspender o começo do cumprimento da sentença. A decisão definitiva contra a advogada foi formalizada em 9 de abril.
Condenação pelo 8 de Janeiro
A advogada que mora em Montes Claros (MG) recebeu uma pena de 14 anos sob acusações de tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos agravados e prejuízo ao patrimônio público.
Além da prisão, foi estipulado pagamento de multa e participação em indenização coletiva de R$ 30 milhões por danos morais relacionados ao ataque às instituições governamentais.
Desde maio de 2023, Aline está em liberdade provisória com condições especiais, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, restrição para sair da sua região e recolhimento domiciliar em horários determinados.
Aline foi identificada como uma das principais organizadoras das caravanas para Brasília, com a intenção declarada de desestabilizar o governo legitimamente eleito e o sistema democrático. O relator do caso, Moraes, destacou provas em redes sociais e outros materiais que confirmam a presença dela nos locais durante as invasões.

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