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ONU alerta: emissão de metano está mal medida
Mais da metade do metano liberado durante a produção global de gás e petróleo não é avaliado com precisão, segundo um alerta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgado na quinta-feira (15).
Apesar do progresso no monitoramento das emissões de metano, o mundo ainda enfrenta dificuldades para controlar os impactos mais severos do aquecimento global sem uma participação total dos produtores de petróleo e gás na coleta de dados, afirmou Martin Krause, diretor da divisão de mudanças climáticas no PNUMA.
O metano é um gás de efeito estufa que contribui com cerca de 30% para o aquecimento global, de acordo com cientistas. Ele é muito mais poderoso que o dióxido de carbono (CO2), apesar de permanecer na atmosfera por um período mais curto, próximo a 12 anos.
O relatório anual do Oil and Gas Methane Partnership (OGMP 2.0), que monitora as emissões de metano no setor, mostra que as empresas participantes representam apenas 43% da produção mundial de petróleo e gás.
A maior parte das emissões reportadas pelos membros da OGMP vem das operações de exploração e produção (82%), superando as emissões provenientes das redes de gás e terminais, destaca o documento do PNUMA.
Embora 88% da produção europeia de petróleo e gás seja incluída no sistema de declaração de metano da OGMP, essa cobertura cai para 48% na América do Norte e apenas 16% na Ásia Central.
Em 2025, as fontes fósseis de energia — incluindo petróleo, gás natural e carvão — foram responsáveis por aproximadamente 35% das emissões de metano causadas pelo homem, conforme dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

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