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ONU alerta sobre riscos do calor extremo na gravidez e parto

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O calor extremo aumenta a chance de partos prematuros e pode resultar em baixo peso nos recém-nascidos, conforme informou nesta segunda-feira (5) o chefe do clima da ONU, durante um fórum preparatório para a COP31, realizado em Fiji.

O fórum “pré-COP” da ONU, que ocorre nesta semana em Nadi (Fiji) e em Tuvalu, tem o objetivo de destacar a urgência das mudanças climáticas para o mundo.

Simon Stiell, chefe do clima das Nações Unidas, ressaltou a necessidade de ação imediata. Citou uma pesquisa recente que aponta que mais de dois terços dos profissionais de saúde em cinco continentes observaram complicações ligadas ao calor intenso nos últimos cinco anos.

“O calor intenso provocado pelo clima durante a gravidez está cada vez mais associado ao parto prematuro, à morte fetal, ao baixo peso ao nascer e às complicações maternas”, afirmou.

O Pacífico Sul é uma das áreas mais vulneráveis ao aquecimento global, enfrentando o aumento do nível do mar, que ameaça as moradias locais, além do branqueamento dos corais.

A ministra do Clima de Fiji, Lynda Tabuya, pediu aos países industrializados um apoio para uma “transição justa” para energias renováveis, ajudando as nações mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Os níveis do mar estão subindo a um ritmo recorde devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das geleiras, conforme relatório da ONU.

Região em perigo

Até 1,2 bilhão de pessoas podem ser deslocadas até 2050, e as ilhas do Pacífico enfrentam elevações no nível do mar duas vezes maiores que a média mundial, alerta o relatório divulgado em agosto.

Os países em desenvolvimento precisam de entre 310 e 365 bilhões de dólares para adaptação, mas só tinham 26 bilhões disponíveis em 2023.

Lynda Tabuya pediu compromissos dos países desenvolvidos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e abandonar os combustíveis fósseis, enfatizando que a transição precisa ser justa.

O ministro de Mudanças Climáticas da Austrália, Chris Bowen, que preside as negociações da COP31, convocou o mundo a unir “ambição e ação”.

Desafios e participação

Mesmo com expectativas altas, o número de líderes mundiais confirmados é baixo. Na cidade de Nadi, a maioria das pessoas desconhecia o fórum mundial em andamento.

A Austrália havia prometido a presença de 4.000 pessoas de 60 países, mas não divulgou detalhes.

Dentre os participantes está o chanceler nepalês, Shisir Khanal, cujo país sofreu um desastre ligado ao derretimento do gelo no Himalaia em agosto, causando quase 1.500 mortes e mais de 5.800 desaparecidos entre Nepal e China.

Tuvalu, país insular de baixa altitude, tem planos para transferir sua população caso seja inundado pelo oceano. Dois novos atóis de coral do país já foram cobertos pela elevação do mar.

Ação urgente

O primeiro-ministro de Tuvalu, Feleti Teo, declarou na Assembleia Geral da ONU que a elevação do nível do mar é uma realidade presente, não uma ameaça futura.

Ele pediu uma resposta rápida e coletiva para garantir o futuro das próximas gerações.

A Austrália, importante exportadora de carvão, enfrenta críticas de ativistas por contradizer suas declarações com ações, atrasando a eliminação do uso dos combustíveis fósseis.

Shiva Gounden, líder do Greenpeace para o Pacífico, afirmou que a Austrália precisa transformar suas palavras em ações concretas e pôr fim ao uso prejudicial dos combustíveis fósseis, especialmente enquanto lidera as negociações para a COP31 em parceria com o Pacífico.

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