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ONU denuncia possível expulsão forçada de palestinos em campos na Cisjordânia
Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos acusou Israel de forçar a saída de mais de 33 mil palestinos de três campos na Cisjordânia, em 2025, caracterizando isso como um possível crime contra a humanidade e uma limpeza étnica.
Israel refutou as acusações, e seus representantes em Genebra qualificaram o relatório do Alto Comissariado como tendencioso, afirmando que ele abandonou a imparcialidade para se transformar em um centro de ativismo parcial.
O relatório indica que as forças de segurança israelenses deslocaram à força toda a população dos campos de Jenin, Tulkarem e Nur Shams entre janeiro e fevereiro de 2025, e que continuam a impedir o retorno dessas pessoas.
Este deslocamento sistemático e em larga escala levanta sérias preocupações sobre uma possível transferência forçada que pode ser caracterizada como crime contra a humanidade.
O uso de ataques aéreos, tratores blindados e explosões controladas para tornar os campos inabitáveis, forçando os moradores a saírem e proibindo seu retorno, sem uma necessidade militar clara, viola o direito internacional, configura castigo coletivo e sugere uma limpeza étnica.
Em 23 de fevereiro de 2025, o Exército de Israel informou que executou a remoção dos residentes desses três campos, localizados em território ocupado desde 1967, e ordenou que eles não retornem.
Essa operação, chamada “Muro de Ferro”, começou em 21 de janeiro, logo após um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Os campos administrados pela agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) fazem parte de dezenove na Cisjordânia.
Volker Türk, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que esta operação parece ter a intenção de expulsar o maior número possível de palestinos para abrir espaço para expansão de assentamentos israelenses ilegais.

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