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Opep+ aumenta produção e ignora saída dos Emirados
Arábia Saudita, Rússia e outros cinco membros da Opep+ concordaram neste domingo (3) em elevar suas cotas de produção de petróleo, na primeira reunião após a saída dos Emirados Árabes Unidos, que ocorreu esta semana.
O conjunto desses sete países vai aumentar em 188.000 barris diários suas cotas para junho, conforme comunicado divulgado no site oficial da Opep, destacando seu compromisso conjunto com a estabilidade do mercado petrolífero.
Desde a inesperada saída do quarto maior produtor do grupo, a Opep não se manifestou sobre o assunto. No comunicado recente, os Emirados Árabes Unidos sequer foram mencionados.
Os especialistas do mercado esperavam um aumento de 188.000 barris, número semelhante ao crescimento registrado em março e abril, ajustado conforme a participação dos Emirados.
No entanto, esse incremento dificilmente levará a um aumento real na produção.
As maiores capacidades ociosas da Opep+ estão nos países do Golfo, cujas exportações enfrentam bloqueios no Estreito de Ormuz devido a conflitos na região desde o início da guerra no Oriente Médio.
Jorge León, analista da Rystad Energy, disse à AFP que o cartel quis transmitir “uma mensagem dupla”: que a saída dos Emirados não altera o funcionamento da Opep+ e que o grupo continua a controlar os mercados globais de petróleo, mesmo com as grandes instabilidades causadas pela guerra.
“Embora o papel da produção aumente, o impacto prático no fornecimento real permanece muito limitado, devido às restrições no Estreito de Ormuz”, explicou León.
Em 28 de abril, os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores mundiais, anunciaram sua saída da Opep e do grupo ampliado Opep+ por estarem insatisfeitos há muito tempo com suas cotas de produção.
A saída dos Emirados passou a valer na sexta-feira.

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