Brasil
Pastor Márcio Poncio é detido por esquema da Máfia do Cigarro no RJ
A Polícia Federal iniciou na manhã desta quinta-feira (2) a quinta etapa da Operação Unha e Carne, investigando suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à nova liderança do jogo do bicho e repasses a membros dos Poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Entre os presos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, detido no flat do Gran Hyatt, na Barra da Tijuca.
Também foi alvo da operação o advogado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, contra quem foi cumprido mandado de busca e apreensão.
Sobre os principais envolvidos
Márcio Poncio é pastor e empresário no ramo do tabaco, conhecido nas redes sociais por sua atuação religiosa e familiar, sendo apelidado de “pastor do cigarro” pela sua ligação com o setor.
Marco Antônio Cabral, advogado e ex-deputado federal, também já foi secretário estadual de Esporte do Rio. É pré-candidato à Assembleia Legislativa do Rio e filho do ex-governador Sérgio Cabral. Ele nega qualquer envolvimento em crimes conforme declaração de sua advogada.
Adilsinho, conhecido contraventor e chefe da máfia do cigarro, havia sido preso anteriormente e é responsável pelo controle da fabricação e venda ilegal de cigarros, expandindo suas operações para outros estados. Sua prisão foi realizada por uma força conjunta da Polícia Federal e Polícia Civil.
Contexto das fases anteriores
Desde dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne tem investigado repasses ilegais e vazamentos de informações sigilosas envolvendo figuras políticas, entre elas o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, e o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.
Durante a terceira fase da operação, Rodrigo Bacellar foi novamente preso após a cassação de seu mandato. Na quarta fase, a investigação levantou suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio, com mandados cumpridos em vários municípios.
Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que contratos com empresas selecionadas foram direcionados, mantendo vínculos com a organização criminosa investigada.

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