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PCDF desmantela grupo suspeito de fraudes na venda de máquinas agrícolas

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou na manhã de quarta-feira (29) a Operação Colheita, que visou desarticular um grupo suspeito de aplicar fraudes na compra de máquinas agrícolas e equipamentos caros. A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia e contou com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão de Operações Aéreas (DOA). Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Ituiutaba (MG), além do bloqueio judicial de até R$ 1 milhão em bens dos investigados.

As investigações começaram após duas empresas do Distrito Federal denunciarem a retirada ilegal de tratores e uma miniescavadeira, adquiridos com documentos falsificados. Segundo a PCDF, os golpes consumados no Distrito Federal somaram prejuízo superior a R$ 770 mil. Os suspeitos usavam técnicas para se passar por representantes de empresas conhecidas, enviando contratos, procurações e documentos falsificados, além de criar sites que imitavam os sites das empresas verdadeiras para dar aparência de legitimidade às negociações.

Depois que os cadastros eram aprovados, os equipamentos eram recolhidos por transportadores contratados pelos criminosos, porém não eram levados ao destino informado. Os equipamentos eram transferidos entre vários veículos em pontos intermediários para dificultar o rastreamento e esconder a localização dos bens. A investigação apontou como líder do grupo um homem de 45 anos de Ituiutaba, acompanhado por um comparsa de 19 anos, da família dele, e um outro suspeito de 38 anos de Goiás, responsável pela criação dos documentos falsificados. Nenhum dos envolvidos tinha antecedentes criminais.

Durante os mandados, a polícia apreendeu uma arma de fogo, dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos importantes para a investigação. A PCDF também descobriu que o grupo atuava em outros estados, como Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais, com tentativas de fraudes em equipamentos industriais e mercadorias caras. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, crimes que juntos podem resultar em até 28 anos de prisão, além de possíveis outras acusações conforme novas descobertas durante as investigações.

Fonte: Com informações Jornal de Brasília

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