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Economia

Presidente do BCE apoia medidas para controlar inflação, mas não indica roteiro exato

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Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que com as ações corretas de política monetária, a inflação pode voltar à meta estabelecida. Ela também destacou que não está comprometida com um caminho definido para as taxas de juros.

Em seu pronunciamento no Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu em Bruxelas, Lagarde ressaltou que não existem sinais claros de desancoragem da inflação ou efeitos secundários graves que demandem medidas mais rigorosas. Ela apontou que choques de oferta têm se tornado mais comuns, mas o BCE está preparado para lidar com esses desafios.

A presidente mencionou que o cenário econômico ainda é incerto, com riscos elevados para a inflação e riscos de desaceleração para o crescimento. Ela comentou que o acordo de paz no Oriente Médio é positivo, porém a situação permanece delicada, com a possibilidade de retrocessos ou escaladas do conflito.

Lagarde observou que a guerra continua impactando a atividade econômica, especialmente uma desaceleração nos serviços, enquanto o setor manufatureiro tem resistido, em parte devido à formação de estoques em resposta a problemas na cadeia de suprimentos e ao aumento dos gastos com defesa.

Em relação ao aumento recente de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros, ela explicou que isso posiciona bem o BCE para enfrentar a incerteza gerada pelo conflito, embora a população não espere uma inflação alta persistente.

Ela recordou que as projeções indicam que a inflação deve se aproximar da meta em 2027 (2,3%) e retornar a 2% em 2028. As expectativas para o crescimento do PIB real são de 0,8% em 2026, 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028.

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