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Relator quer suspender mandato de deputados que causaram tumulto na Câmara

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O relator no Conselho de Ética da Câmara, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), propôs a suspensão por dois meses do mandato de três parlamentares que invadiram a Mesa Diretora. A medida atinge Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS), por participarem de uma agitação que paralisou os trabalhos da Casa após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto do ano passado. O parecer será votado em 5 de maio.

Os deputados são acusados de comportamento incompatível com a dignidade parlamentar durante um protesto ocorrido em 6 de agosto de 2025, quando impediram o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ocupar a cadeira da Presidência no plenário. Pollon, além de participar da agitação e ser o último parlamentar da oposição a deixar o local, chegou a sentar-se na cadeira de Hugo Motta para impedir o início da sessão.

Em seu voto, Rodrigues afirmou que a penalidade tem o objetivo de deixar claro que “este Parlamento não aceita infrações desse tipo”. Ele também explicou que, apesar das defesas apresentadas, o comportamento dos deputados “foi um ato direto com o propósito de impedir, e não de facilitar, o processo legislativo”.

O relator rejeitou os pedidos da defesa para arquivar a denúncia por supostos erros formais. Segundo ele, a Corregedoria já havia avaliado o caso anteriormente e confirmou a validade da acusação, afirmando que “a acusação foi corretamente descrita” e que a denúncia está “apta a prosseguir”.

A sugestão de punições veio da Corregedoria da Câmara, liderada pelo deputado Diego Coronel (PSD-BA), que pediu a suspensão do mandato de Van Hattem e de Trovão por 30 dias por obstruírem a cadeira da presidência da Casa.

No caso de Pollon, Coronel solicitou 60 dias a mais devido ao fato de ele ter chamado o presidente da Câmara, Hugo Motta, de “bosta” e “baixinho de um metro e sessenta”. Esse assunto está sob a análise do deputado Ricardo Maia (MDB-BA).

A paralisação promovida pelos bolsonaristas no plenário da Câmara durou dois dias. Para bloquear os trabalhos, eles literalmente impediram as Mesas Diretoras, chegando ao ponto de se acorrentarem às cadeiras para evitar que fossem removidos.

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