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Revogação de visto da embaixadora brasileira nos EUA aumenta tensões

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Grande parte dos principais veículos de imprensa global reportou a decisão dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, como um aumento nas tensões entre Brasil e Estados Unidos.

O New York Times destacou em sua manchete: “EUA cancelam visto de diplomata brasileira de alto nível, elevando as tensões”, já o El País, em sua edição para as Américas, destacou a matéria “Estados Unidos e Brasil protagonizam confronto diplomático entre grandes potências”.

Veículos britânicos, como a BBC e o Guardian, também descreveram o incidente como uma intensificação das tensões entre os dois países, assim como a emissora do Catar, Al Jazeera.

O Wall Street Journal ressaltou que a notícia surge “no meio de uma crescente disputa diplomática relacionada a uma alegada interferência dos EUA nas eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro”.

Segundo o Washington Post, essa medida foi tomada “como forma de retaliação”. Em geral, as publicações basearam suas notícias nas declarações do Departamento de Estado dos EUA ou seus representantes, que afirmam que a decisão americana foi uma resposta ao atraso do Brasil na aprovação formal do embaixador dos EUA em Brasília, além da negação de vistos a diplomatas norte-americanos.

Já a CNN e a DW da Alemanha repercutiram diretamente as informações oficiais.

A DW europeia destacou que o Brasil rejeitou a ação dos EUA, qualificando-a como uma escalada que evidencia a tentativa norte-americana de influenciar as próximas eleições presidenciais brasileiras. A estação citou comunicado do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Essa decisão não é isolada, faz parte de uma série de ações hostis contra o Brasil motivadas por questões ideológicas”.

A emissora chinesa CGTN também apresentou a versão brasileira, que classificou as justificativas dos EUA como “mentirosas”.

Por outro lado, a Fox News divulgou a fala de um representante do Departamento de Estado que declarou: “Mantivemos diálogo constante com o governo brasileiro por semanas, oferecendo diversas chances para a resolução adequada, porém, eles seguem adiando e dificultando o processo”.

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