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Rússia ataca rede elétrica da Ucrânia com chegada do inverno
A Rússia lançou um ataque na quarta-feira (30) contra a infraestrutura de energia da Ucrânia usando uma série de drones e mísseis. O objetivo é comprometer o fornecimento de energia e aquecimento na capital Kiev antes do inverno no hemisfério norte.
O governo ucraniano informou que este foi o primeiro grande ataque da temporada na campanha russa para deixar Kiev sem energia durante os meses frios, repetindo uma tática utilizada durante os últimos quatro anos e meio de conflito.
Pelo menos quatro pessoas perderam a vida em Kiev e na região próxima, incluindo uma criança encontrada nos destroços de um prédio atingido, conforme reportado pelas autoridades locais.
Alarmes foram acionados na cidade, orientando os moradores a buscarem abrigos e estações de metrô diante do avanço dos mísseis balísticos, de cruzeiro e drones velozes.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a realização de um “ataque em grande escala com mísseis e drones” contra Kiev e arredores, objetivando a rede de fornecimento de energia.
A empresa ucraniana de energia DTEK informou que a rede foi danificada, afetando o fornecimento para cerca de 8.000 residências. Embora os engenheiros tenham restaurado o serviço, alertaram para “mais uma noite difícil” na capital.
Garantir energia é vital na Ucrânia durante os rigorosos meses de inverno. O presidente Volodimir Zelensky revelou que o abastecimento de água também foi interrompido e que as “infraestruturas críticas” em todo o país foram atingidas pelos ataques.
O primeiro-ministro Serguii Koretski indicou que esses ataques marcam o início de uma nova fase da campanha russa para atacar o setor energético no inverno.
“Desde o verão, quase não há um dia sem ataques contra nossa infraestrutura energética”, escreveu Koretski no Telegram, acrescentando que esta é a primeira vez que um ataque combinado nesta escala ocorre desde o último inverno.
Sistema de reserva
A Ucrânia está avaliando os danos causados ao seu sistema energético, que já vinha sendo alvo desde o início da guerra em fevereiro de 2022.
Koretski ressaltou que as autoridades locais precisam verificar e garantir a prontidão dos sistemas de energia reserva para instalações essenciais em suas comunidades, finalizando rapidamente a instalação e conexão desses sistemas.
Os bombardeios ocorreram após um alerta da Força Aérea ucraniana sobre uma possível ameaça de projéteis balísticos direcionados a Kiev.
Timur Tkachenko, comandante da administração militar regional, declarou: “A região de Kiev foi alvo novamente de um ataque inimigo com mísseis e drones”.
As autoridades locais relataram que os ataques atingiram edifícios residenciais e comerciais, provocando incêndios e danos significativos em imóveis e veículos.
Kiev enfrenta um número crescente de ataques de drones e mísseis russos, no maior conflito visto na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Na terça-feira, o líder do governo alemão, Friedrich Merz, afirmou que um encontro entre os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Rússia durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York demonstrou que Moscou “não está disposto a negociar a sério” sobre a situação na Ucrânia.


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