Economia
Safra de grãos 2025/26 pode alcançar novo recorde de 357,97 milhões de toneladas
A agricultura brasileira está projetando um aumento significativo na produção de grãos para a safra 2025/26, com uma estimativa total de 357,97 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento de 1,6% em relação à safra anterior de 2024/25, que teve uma produção de 352,27 milhões de toneladas.
De acordo com dados do levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja deve registrar um recorde histórico, alcançando 180,13 milhões de toneladas, um acréscimo de 0,5% em relação à previsão anterior, com quase toda a área cultivada já colhida. Este aumento equivale a 8,6 milhões de toneladas a mais do que na safra passada, marcando um avanço contínuo na produção desse grão.
O milho também apresenta números positivos, especialmente a primeira safra, que teve a área semeada ampliada em comparação aos últimos anos. A colheita da primeira safra do milho deve alcançar aproximadamente 28,46 milhões de toneladas, superando a última produção em 3,5 milhões de toneladas. Já para o total das três safras de milho, a expectativa é registrar a segunda maior produção da história do país, com cerca de 140,17 milhões de toneladas.
A produção de sorgo está prevista para crescer 23,8%, chegando a 7,6 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelo aumento da área plantada, especialmente no Centro-Oeste, que aumentou mais de 50%. O Estado de Goiás, maior produtor nacional, deve aumentar sua produção em mais de 40%, resultado de uma migração estratégica de áreas inicialmente destinadas ao milho para o cultivo do sorgo. Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, destaca que essa mudança reflete a maior tolerância do sorgo a períodos de seca e sua versatilidade para usos variados, incluindo alimentação animal e produção de etanol.
Por outro lado, a safra de arroz deve sofrer uma redução de 13,1% na produção, projetada em 11,08 milhões de toneladas, consequência da diminuição da área plantada. Apesar disso, a produtividade apresentou aumento, com quase toda a área colhida. A produção de feijão também deve diminuir em 5,2%, embora o primeiro ciclo tenha apresentado ganho de produtividade.
O algodão teve previsão de produção em torno de 3,97 milhões de toneladas de pluma, uma queda de 2,6% em relação à temporada anterior, refletindo redução na área plantada e produtividade. A produção de trigo está estimada em 6,39 milhões de toneladas, uma diminuição de 18,9%, devido principalmente à redução da área semeada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

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