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Trump avalia decisão final sobre acordo com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (29) que está prestes a tomar uma decisão sobre um potencial acordo de paz com o Irã, apesar das alegações de Teerã de que ainda não há um entendimento definitivo para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
A Casa Branca comunicou o término de uma reunião realizada pelo presidente para definir sua posição, porém não apresentou uma decisão concreta.
Um relatório da agência iraniana Fars contestou partes essenciais da versão apresentada por Trump, citando fontes que classificaram as declarações do americano como uma combinação de fatos e inverdades.
Fontes americanas haviam informado que o pacto aguardava apenas a aprovação final de Trump após semanas de diálogo para encerrar uma guerra que abala a região e influencia a economia global.
Trump anunciou via redes sociais que se reuniria na Sala de Situação para tomar uma decisão definitiva, reiterando suas condições de que o Irã jamais desenvolva armas nucleares e que permita o livre trânsito no Estreito de Ormuz.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, declarou que a república islâmica abandonou a retórica autoritária desde 1979 e que, embora as mensagens continuem a ser trocadas, ainda não há acordo fechado.
Em sua mensagem, Trump afirmou que o Irã removeria minas do Estreito de Ormuz e cessaria o bloqueio, enquanto os EUA levantariam sanções contra portos iranianos, e ambos os países coordenariam a eliminação do urânio enriquecido. Ele também garantiu que nenhum pagamento será feito até novo aviso.
A agência Fars relatou que, segundo fontes iranianas, Teerã exige a liberação imediata de 12 bilhões de dólares em ativos congelados e que não avançará sem essa compensação. Também afirmaram que não há cláusula no acordo garantindo passagem sem pedágios no Estreito de Ormuz e negaram a existência de disposições sobre a destruição do material nuclear.
Além disso, Baqaei assegurou que atualmente não ocorrem negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Enquanto Trump fazia a declaração, o principal diplomata do Irã sugeria que os EUA dificultam o acordo devido a posições excessivas e contraditórias. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em conversa com seu colega de Omã, indicou que a finalização depende do fim dessas posturas americanas.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e chefe da delegação de paz, comentou que o Irã conquistou sua posição por meio de sua força militar e permanece cético em relação às promessas dos EUA, valorizando apenas os fatos.
Nas ruas de Tonekabon, um residente chamado Ali revelou desconfiança sobre a veracidade das declarações de ambos os lados, antecipando que conflitos podem persistir independentemente do acordo.
O otimismo com a possível resolução aumentou após autoridades americanas relatarem avanços diplomáticos, resultando em alta nas bolsas dos EUA e Ásia e queda nos preços do petróleo.
Esses movimentos refletem a expectativa do mercado em relação ao retorno do tráfego normal no Estreito de Ormuz.
Conflito no Líbano
No contexto da guerra no Líbano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas avançaram mais profundamente no território libanês, enquanto representantes militares de Israel e Líbano realizavam conversas de segurança históricas em Washington.
Netanyahu informou que as forças israelenses cruzaram o rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira, atacando o grupo Hezbollah.
Israel manteve bombardeios intensos no sul do Líbano, e o presidente libanês, Joseph Aoun, em contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enfatizou a urgência de esforços para alcançar um cessar-fogo.
Um cessar-fogo havia sido previsto para 17 de abril entre Israel e Hezbollah, mas nunca foi respeitado.
O conflito no Líbano teve início em março, quando o Hezbollah lançou foguetes em retaliação pela morte do líder supremo iraniano em operações americanas e israelenses, desencadeando bombardeios e uma invasão israelense.


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