Economia
Vacina contra HPV diminui infecção em 81% entre jovens mulheres no Brasil
Um estudo recente mostra que a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) reduz em 81% a taxa de infecção entre mulheres de 16 a 25 anos no Brasil. Essa pesquisa analisou os efeitos de uma década de vacinação no país.
A faixa etária estudada compreende o período inicial da atividade sexual, quando a transmissão do vírus é mais comum. Conforme os dados, a incidência dos tipos de HPV cobertos pela vacina caiu significativamente entre as jovens, de 15,64% no período de 2016-2017 para 5,92% entre 2020 e 2023.
Em contrapartida, entre homens, a queda foi mais tímida, passando de 13,81% para 10,39%. Este estudo preliminar será publicado integralmente na revista científica npj vaccines.
Eliana Wendland, médica epidemiologista do Hospital Moinhos de Vento, afirma que “Sem a vacina, a situação seria muito pior. Nossas análises indicam que a vacinação é o fator principal que impede uma disseminação maior da infecção no Brasil, tendência esta confirmada em outros países.”
Ampliação da vacinação no país
Recentemente, o Ministério da Saúde prorrogou pela segunda vez a campanha de vacinação contra o HPV, focando em adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a dose nos anos recomendados (9 a 14 anos).
O HPV é conhecido popularmente como condiloma acuminado. Na maioria das vezes, a infecção não apresenta sintomas, porém pode causar verrugas genitais e está relacionada a diversos tipos de câncer, incluindo câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 100% dos casos de câncer do colo do útero são atribuíveis ao HPV.
O vírus é transmitido principalmente pelo contato sexual, incluindo contato direto com a pele ou mucosas infectadas, ou por contato oral-genital e manual-genital.
O risco de contágio aumenta porque o HPV pode infectar além da vagina e pênis, áreas como vulva, períneo, bolsa escrotal e região pubiana.
Raramente, o HPV pode ser transmitido:
- Da mãe para o bebê durante o parto;
- Por meio de outras áreas extragenitais, como conjuntivas e mucosas nasal, oral e laríngea.
Não há evidências de contaminação pelo uso compartilhado de objetos, como toalhas, roupas íntimas, piscinas ou vasos sanitários.

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