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Vazamento de petróleo em Omã pode causar grave dano ambiental
Omã está enfrentando um grande risco ambiental devido a um vazamento de petróleo oriundo de um navio petroleiro vinculado a uma frota russa de navios antigos, conhecida como frota fantasma. Essa mancha de óleo já cobre centenas de quilômetros quadrados próximos a uma reserva natural, segundo alertas de organizações não governamentais.
O navio sofreu diversas explosões, conforme informou uma empresa de segurança marítima à AFP, embora as causas exatas ainda sejam desconhecidas.
A Rússia tem utilizado navios antigos para evitar sanções impostas após a invasão da Ucrânia em 2022, mas as condições precárias dessas embarcações aumentam o risco de acidentes com derramamentos de petróleo.
Imagens de satélite verificadas mostram uma extensa mancha de óleo que se espalha a partir de um navio encalhado há mais de um mês próximo à ilha de Al Qibliyyah, na costa sul de Omã.
Apesar de a área afetada ficar distante do Estreito de Ormuz, uma região que já sofreu ataques durante conflitos no Oriente Médio, o perigo ambiental permanece elevado.
Nina Noelle, representante do Greenpeace, afirmou à AFP que, devido ao vazamento continuo e à dificuldade de acesso ao local, a ameaça de um desastre ambiental ainda é grande, com possíveis consequências graves e duradouras.
O Greenpeace relatou que a mancha de petróleo aumentou de 20 para quase 600 quilômetros quadrados entre 24 de julho e 4 de agosto, dados confirmados pelo pesquisador Wim Zwijnenburg, da organização pacifista PAX, na mesma data.
Informações da empresa Kpler indicam que o navio Caroline Bezengi, suspeito de ser o responsável pelo vazamento, transportou um milhão de barris de petróleo bruto em maio no Mar Negro russo.
Grandes áreas do litoral da ilha em Omã foram afetadas, e múltiplas manchas de óleo continuam a se espalhar, poluindo o mar e prejudicando o ecossistema local, conforme destacou Noelle.
Zwijnenburg acrescentou que a ruptura total da embarcação poderia desencadear uma catástrofe ambiental regional, impactando negativamente as comunidades pesqueiras e a biodiversidade marinha da ilha.

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