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ypê confirma bactéria em sabão e produtos ficam retidos em fábrica

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Ypê informou hoje que descobriu a presença de uma bactéria em alguns produtos ainda retidos na fábrica desde novembro do ano anterior e assegura que essas mercadorias não chegaram aos consumidores.

De acordo com Sergio Pompilio, diretor jurídico da empresa, a companhia está em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para liberar parte das unidades e suspende temporariamente ações de recall. Propõem que um laboratório independente avalie completamente os lotes de 2026 para assegurar a segurança e agilidade na liberação da venda.

Diálogo com a Anvisa e medidas adotadas

Pompilio explicou ao GLOBO que a empresa está colaborando intensamente com a Anvisa para restaurar a confiança e garantir a segurança dos produtos. Segundo ele, análises internas indicam que os produtos são seguros para uso, mas todo o processo está sendo revisado para confirmar essa segurança junto à Anvisa.

A empresa sugeriu testes independentes de todos os lotes produzidos a partir de 1º de janeiro de 2026 para validar a segurança e permitir o uso do consumidor o quanto antes.

Produtos afetados e segurança dos demais itens

Os lotes sob investigação incluem apenas detergentes líquidos para louça e roupas e desinfetantes do lote final 1. Produtos como sabão em pó, barra, amaciante e multiuso permanecem fora do escopo e estão liberados normalmente para fabricação e venda.

Contexto da contaminação e ações tomadas

A bactéria Pseudomonas aeruginosa apareceu em testes realizados no último ano e em abril deste ano. A contaminação foi detectada em lotes isolados e bloqueados na fábrica, sem contato com o mercado. Embora encontrados problemas na segregação e quarentena dos lotes, a Anvisa não identificou contaminação direta nos produtos comercializados.

Além disso, a empresa ressaltou que foram implementadas correções rápidas em relação à limpeza e organização da fábrica, aproveitando a paralisação temporária para melhorar as condições das instalações, sem impacto direto no contato com os produtos.

Questionamentos sobre a denúncia

Sobre a denúncia da Unilever, concorrente da Ypê, Pompilio afirmou não concordar que a prática de analisar produtos dos concorrentes para medidas legais seja comum na indústria, defendendo que o mercado deve buscar melhorias coletivas.

Plano de ação e volumes envolvidos

A Anvisa listou um conjunto extenso de medidas para a Ypê corrigir as questões apontadas. A empresa destaca que avançou rapidamente em muitos pontos, com outras adaptações previstas em cronogramas para aquisição de equipamentos e melhorias estruturais.

Quanto ao volume envolvido, os lotes em questão correspondem a cerca de 2% do total fabricado desde o início de 2026, e a companhia está confiante na segurança dos demais produtos.

Recolhimento e comunicação com consumidores

Até o momento, a Anvisa mantém suspensa a produção e venda dos produtos afetados, mas não recomenda recolhimento dos produtos no mercado ou junto aos consumidores enquanto as análises externas não confirmarem irregularidades.

A empresa reafirma que está dedicada a comprovar a segurança dos itens e a tranquilizar o público.

Reação pública e postura da empresa

Em relação à repercussão nas redes sociais, onde alguns consumidores publicaram vídeos desafiam beber detergente, a Ypê reforça que é contra qualquer uso incorreto de seus produtos e destaca seu compromisso histórico com a confiança dos brasileiros.

Pompilio conclui que a prioridade é garantir a segurança do consumidor e a retomada da normalidade nas operações, confiando na reputação construída em 75 anos de atuação.

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