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1 em cada 5 jovens busca ajuda da IA para apoio emocional

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Um estudo recente investigou com que frequência jovens americanos recorrem a assistentes virtuais, como o ChatGPT e o Google Gemini, para receber orientação sobre saúde emocional.

A pesquisa online revelou que cerca de 20% dos adolescentes e jovens adultos nos EUA usaram essas tecnologias para suporte emocional até 2025, e grande parte achou o aconselhamento benéfico.

Mesmo assim, a maioria, aproximadamente 63%, prefere manter esse uso confidencial. Os resultados foram divulgados na revista científica JAMA Pediatrics.

Crescimento simultâneo da crise emocional e da IA

Dados atuais indicam que quase um terço dos estudantes do ensino médio nos EUA sofreu com questões emocionais frequentes no último mês. Uma pesquisa de 2023 mostrou que mais de 20% consideraram o suicídio com seriedade e quase 10% tentaram tirar a própria vida.

Além disso, sintomas de depressão e ansiedade continuam em níveis altos entre esses jovens, ressaltando um cenário preocupante para a saúde mental nos EUA.

Com a popularidade crescente dos assistentes virtuais nesse contexto, pesquisadores investigam a extensão de seu uso para suporte emocional. Embora estudos anteriores tenham confirmado a busca por ajuda virtual, poucos dados existiam sobre adolescentes e jovens adultos especificamente.

No estudo, 1.727 jovens entre 12 e 21 anos responderam a um questionário on-line, com 1.009 completando todas as perguntas.

Para representar com precisão o público dos EUA, os pesquisadores aplicaram um método estatístico que fez com que essas respostas refletissem mais de 42 milhões de jovens no país.

Principais perguntas da pesquisa

  • Se usaram assistentes virtuais ao se sentirem tristes, irritados, nervosos ou estressados;
  • Com que frequência utilizavam esses serviços;
  • Se consideraram os conselhos úteis;
  • Se compartilharam o uso com familiares ou amigos.

Quase um quinto dos respondentes afirmou ter usado IA para suporte emocional, um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando apenas 13% o fizeram. Mais de 40% dos usuários usavam os chatbots pelo menos mensalmente, e quase 6% afirmaram uso diário ou quase diário.

Ainda assim, a maioria manteve o uso em sigilo, e 91,7% avaliaram a experiência como positiva. Entretanto, os autores alertam que essa percepção pode dever-se ao comportamento amigável dos chatbots, não necessariamente à qualidade do aconselhamento.

Mulheres e adolescentes mais velhos foram mais propensos a buscar essas ferramentas, assim como aqueles que conversaram recentemente com médicos sobre saúde emocional.

Os pesquisadores destacam que os assistentes virtuais já são parte importante do ecossistema de informações sobre saúde mental para os jovens. Com o uso em expansão, é crucial que pais e profissionais discutam abertamente o tema, promovendo segurança, expectativas realistas e encaminhamento a especialistas quando necessário.

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