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Flávio solicita a Fachin que declare Moraes suspeito para julgar caso Master

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ministro Alexandre Moraes seja considerado suspeito para julgar um processo referente ao envio de recursos ao exterior pelo empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

O requerimento foi dirigido ao presidente do STF, Edson Fachin, e está ligado a uma investigação que envolve o clã Bolsonaro, por suposta campanha internacional que busca sanções contra o Brasil.

Originalmente, o inquérito visava somente o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos. Entretanto, o PT, através do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), solicitou que a investigação fosse ampliada para incluir Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lindbergh alegou que existem indícios de que parte dos fundos destinados ao filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente, foram utilizados para custear a estadia de Eduardo no exterior.

Consta no pedido do deputado a divulgação de conversas pelo site Intercept, nas quais Flávio solicita R$ 134 milhões a Vorcaro para investimento na produção do filme, cujas gravações ocorreram no Brasil. Parte desse dinheiro, contudo, teria sido transferida para os Estados Unidos por meio de um fundo operado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.

Em maio, o ministro Alexandre Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre o pedido de Lindbergh Farias. Moraes é o relator do inquérito sobre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Para impedir que o ministro do STF conduzisse a apuração e tivesse acesso aos dados relacionados ao caso Master, os advogados de Flávio Bolsonaro ingressaram em 1º de junho com um pedido de suspeição contra Moraes. Eles alegam que a esposa do ministro presta serviços jurídicos ao Banco Master e apontam indícios de comunicação entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Na peça, a defesa, conduzida pelo advogado Tracy Reinaldet, afirma que “o ministro Alexandre de Moraes é suspeito para processar e julgar fatos relacionados ao Banco Master, devido à relação que possui com o ex-controlador do banco”.

Além disso, os advogados pedem que o caso seja encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável pelo inquérito das fraudes financeiras do banco.

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