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Acordo de Flávio com Centrão trava por crise de mensagens
O afastamento de partidos do Centrão em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a crise causada pelas mensagens trocadas com Daniel Vorcaro prejudicou as possibilidades de escolha para vice na corrida presidencial e aumentou a tendência de uma chapa composta exclusivamente pelo PL.
Antes, esperava-se que a federação União-PP pudesse indicar o candidato a vice, porém atualmente os líderes dessas siglas consideram cada vez menos provável esse apoio ao senador.
O interesse no apoio formal destes partidos cresceu, mas eles recuaram após o escândalo envolvendo o caso Master, que afetou tanto o pré-candidato do PL quanto o presidente do PP, Ciro Nogueira.
Antonio Rueda, dirigente do PP e presidente do União Brasil, que são aliados próximos de Flávio, participavam das negociações e discutiam possíveis candidatos a vice, embora sem garantia de apoio.
Flávio sofreu um abalo em suas alianças após a crise envolvendo o caso Master. O problema começou duas semanas atrás, quando o site Intercept divulgou conversas e áudios que mostram cobranças de dinheiro por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para financiar um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os líderes da federação União-PP temem que novos fatos venham a ser divulgados, prejudicando a estratégia dos partidos de conquistar mais deputados e senadores, e receiam que a campanha associada a Flávio os prejudique nesse objetivo.
Além disso, os chefes do PP e União Brasil têm ligações com Vorcaro e temem que essa associação traga ainda mais desgaste. Eles também criticam a falta de transparência do pré-candidato do PL sobre possíveis novas revelações, tornando o apoio a ele uma aposta arriscada.
Essa distância não está relacionada diretamente ao desempenho eleitoral dele, mas membros desses partidos consideram que Flávio não demonstrou solidariedade em relação ao desgaste sofrido pelo presidente do PP, Ciro Nogueira, envolvido em investigação policial por pagamento de propina, o qual nega as acusações.
Relatos indicam que Ciro está bastante insatisfeito com Flávio, o que resultou em um afastamento da federação. Tentativas de reconciliação por telefone não tiveram sucesso.
Antes da crise, o PP tinha várias opções para vice, incluindo a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já resistia a compor a chapa, e a deputada Simone Marquetto (PP-SP).
Porém, as decisões sobre o vice ainda não estão definidas, e o PL demonstra preferência por uma mulher como companheira de chapa.
Dentre os nomes citados está a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa, pré-candidata ao Senado, cuja escolha poderia resolver disputas locais no Ceará, já que ela concorre com o deputado estadual Alcides Fernandes pela vaga de senador pela sigla.
Priscila é apoiada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto Alcides, pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), recebe sinais positivos de Flávio.
A própria Michelle tem sido mencionada como possível candidata a vice, mas membros do PL consideram improvável, pois ela está afastada de Flávio e focada em sua candidatura no Distrito Federal para o Senado.

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