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O que é a moeda challenge coin que Flávio Bolsonaro recebeu de Trump

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A moeda mostrada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma publicação após se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última terça-feira, chamou atenção nas redes sociais por ser um objeto pouco conhecido fora dos EUA: a chamada challenge coin. Muito comum no meio militar americano, essa peça simboliza reconhecimento e pertencimento, sendo entregue por comandantes, autoridades e chefes de estado a aliados, convidados e membros das Forças Armadas.

A moeda exibida por Flávio Bolsonaro possui o selo oficial da presidência americana, com a águia estampada no centro e a inscrição “Seal of the President of the United States”. Muitas vezes, exemplares assim são dados durante encontros diplomáticos, cerimônias militares ou reuniões formais na Casa Branca. O senador afirmou que esse é um “gesto raro e destinado a aliados especiais”.

Nas Forças Armadas dos EUA, receber uma moeda de um comandante importante ou do presidente é uma forma de reconhecimento. A tradição surgiu na Primeira Guerra Mundial, quando pilotos americanos passaram a portar moedas para identificar suas unidades.

Esse costume se expandiu por vários setores do governo americano. Atualmente, além das moedas presidenciais, há moedas do Exército, da Marinha, dos Fuzileiros Navais e até de agências como FBI e CIA.

Durante o governo de Donald Trump, as moedas presidenciais tiveram maior destaque político. Ele costumava entregá-las em eventos com militares, agentes de segurança, aliados conservadores e convidados especiais tanto na Casa Branca quanto em Mar-a-Lago. Algumas dessas moedas são disputadas por colecionadores.

O encontro ocorreu no Salão Oval, o escritório principal da presidência americana. A agenda foi organizada por interlocutores ligados ao secretário de Estado, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos EUA, e do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo na ala republicana americana. Eles entraram rapidamente para uma foto.

Assuntos como segurança pública, cooperação internacional contra o crime organizado e investimentos estratégicos foram debatidos. A Casa Branca deseja classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida apoiada por Flávio Bolsonaro.

No cenário da campanha, a foto do senador com Donald Trump tem sido vista como um ponto forte para impulsionar sua pré-candidatura, que enfrenta desgaste pelas revelações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ligado ao entorno do seu irmão Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Documentos revelados pelo portal Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar esse projeto, com um total de R$ 61 milhões repassados.

Apoiadores de Flávio acreditam que a imagem ao lado de Trump reforça a conexão internacional do senador com o trumpismo, em um momento em que sua pré-campanha enfrenta pressão dentro da direita e discute outras opções presidenciais, como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

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