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EUA oficializam tarifa de 15% para Taiwan e investimentos em chips
Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira, 27, a formalização de partes do acordo comercial e de investimentos com Taiwan, incluindo a redução de tarifas para produtos vindos da ilha e incentivos para a cadeia de semicondutores e a indústria americana.
O comunicado, que será publicado na quinta-feira, 28, no Federal Register, diário oficial dos EUA, oficializa as mudanças tarifárias para produtos taiwaneses, como autopeças, madeira e seus derivados. Também foram removidas tarifas adicionais sobre componentes aeronáuticos civis fabricados em Taiwan.
Estas ações fazem parte do memorando de entendimento (MOU) assinado em janeiro entre representantes dos EUA e Taiwan, que entrará em vigor imediatamente. O acordo comercial mais amplo, celebrado em fevereiro, ainda aguarda data para implementação.
O documento indica que as companhias taiwanesas deverão investir diretamente US$ 250 bilhões nos EUA em setores como semicondutores, energia e inteligência artificial (IA). Além disso, Taiwan oferecerá garantias de crédito que apoiarão até US$ 250 bilhões em financiamentos corporativos relacionados à expansão da indústria americana, somando até US$ 500 bilhões em investimentos nos EUA.
De acordo com o governo americano, esses investimentos fortalecerão a cadeia nacional de chips e diminuir os riscos de fornecimento para setores como o automotivo. O texto também menciona que o aumento da produção nos EUA vai impulsionar a demanda de aço, alumínio, cobre e produtos de madeira.
Anteriormente, havia sido anunciado que as tarifas sobre produtos taiwaneses seriam reduzidas de 20% para 15%, alinhando-se a acordos recentes dos EUA com Japão e Coreia do Sul. O novo comunicado estabelece que a alteração tarifária valerá retroativamente para importações desde 1º de maio de 2026.
Este documento reforça a aproximação econômica entre Washington e Taipé, especialmente em setores estratégicos para os EUA, como semicondutores, telecomunicações, defesa e biotecnologia, refletindo os esforços americanos para reduzir a dependência de cadeias produtivas vinculadas à China.

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