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Flávio questiona Lula sobre soberania em áreas controladas por facções
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O comentário de Flávio ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná. Flávio afirmou que Lula sugere que as pessoas vivendo em regiões dominadas pelo crime organizado “não merecem soberania”, tentando rebater a narrativa usada pelo governo contra a decisão americana.
Flávio Bolsonaro disse: “O Lula afirmou: ‘Nossos criminosos não podem ser tratados como terroristas, estou muito triste’. Nossos não, Lula. São seus criminosos.” Ele destacou que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas pelo Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras organizações narcotraficantes, criticando Lula por, segundo ele, estar defendendo a soberania desses grupos criminosos ao invés da população dessas regiões.
Na mesma ocasião, Flávio mencionou enfrentar a intensa oposição do atual governo, acusando Lula de proteger as organizações criminosas. “Em apenas dois dias como pré-candidato à Presidência, fizemos mais que Lula e o PT em duas décadas. A criminalidade avança no Brasil e enquanto Lula fazia lobby para o PCC e o CV nos Estados Unidos, nós pedimos seu reconhecimento como organizações terroristas”, declarou.
Sergio Moro também elogiou o trabalho de Flávio Bolsonaro, ressaltando o impacto de sua atuação como ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Moro questionou: “Alguém aqui ficou triste com a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas? Alguém defende terroristas? Lula, sim”.
Além de Moro, o evento contou com o lançamento das pré-candidaturas ao Senado do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR). Os ministros do Supremo Tribunal Federal também foram criticados, sendo apontados como responsáveis pela fragilização da Operação Lava Jato. O impeachment dos magistrados foi tema frequente nos discursos dos candidatos ao Senado.
Filipe Barros mencionou, sem citar nomes, a união da direita no estado: “Muita gente não imaginava que essa verdadeira união da direita pudesse acontecer pelo Paraná e pelo Brasil”. Deltan Dallagnol criticou a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), adversária na disputa ao Senado, usando os resultados da Lava Jato para atacar o PT, partido do presidente Lula, chamando-o de líder dos maiores esquemas de corrupção no país.
No campo opositor a Moro, o governador Ratinho Júnior (PSD) oficializou a candidatura de Sandro Alex (PSD) ao governo, após descartar outras opções inicialmente consideradas. Ratinho optou por apoiar Sandro Alex, preparando-se para a disputa e reforçando a candidatura com aparições públicas e presença nas campanhas partidárias na TV.
Na esquerda, o deputado federal Requião Filho (PDT) anunciou candidatura ao governo, com Gleisi Hoffmann indicada para o Senado. O lançamento oficial da chapa está marcado para o próximo sábado (30).


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