Centro-Oeste
Corte de 10% nas despesas do DF até fim do ano, diz secretário
O governo do Distrito Federal planeja reduzir 10% nas despesas até o final do ano para equilibrar as contas públicas, conforme o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.
O objetivo é diminuir gastos em pelo menos R$ 4 bilhões, com renegociação de contratos e outras medidas, para melhorar a situação financeira e alcançar um superávit de R$ 2 bilhões em dezembro.
Valdivino afirma que até o balanço de 2026 quer transformar o déficit recorrente em superávit de 5% da receita corrente líquida.
Em 2025, o governo do DF fechou com um déficit de R$ 1 bilhão, e nos primeiros quatro meses deste ano, o déficit foi de R$ 1,9 bilhão.
Durante o primeiro quadrimestre, foram arrecadados R$ 13,4 bilhões, mas as despesas empenhadas somaram R$ 15,3 bilhões, o que representa um aumento de 8,19% comparado ao ano anterior.
Valdivino diz que o déficit está sendo reduzido progressivamente e espera eliminar o déficit até julho.
O secretário destaca que o período eleitoral não será um obstáculo para o ajuste das contas, focando no equilíbrio econômico e não na política.
O acordo para salvar o Banco de Brasília (BRB) exige que o governo do DF respeite restrições nas despesas públicas, impostas pela Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, aprovada em 2021.
Essas restrições proíbem a realização de concursos públicos, a criação de cargos ou funções que aumentem despesas, reajustes a servidores, criação de auxílios, bônus, e ampliação de incentivos tributários.
As limitações permanecerão até que o empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos seja pago ou que o Distrito Federal alcance a classificação de capacidade de pagamento A+, o que ocorrer primeiro.
A capacidade de pagamento é uma nota dada pelo Tesouro Nacional que avalia a saúde financeira dos estados e municípios, variando de A (melhor) a D (pior). Atualmente, o DF está na nota C.
O governo buscou flexibilização para liberar uma operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Créditos, que permitirá um empréstimo entre R$ 6 bilhões e R$ 6,5 bilhões.
Valdivino informa que o teto atual para essa operação é de aproximadamente R$ 6,4 bilhões e pode chegar a R$ 6,57 bilhões com atualização dos dados de maio.
Ele reforça que essa solução garantirá a recuperação e a saúde financeira do BRB, garantindo que o banco fique estável e bem estruturado.


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