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Negociações do acordo Mercosul e Canadá avançam na décima rodada
As conversas para finalizar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá progrediram durante um encontro de grupos especializados na cidade de Toronto (Canadá), realizado de 25 a 29 de maio.
Essa décima rodada de negociações aprofundou o debate para consolidar o tratado, que havia sido retomado em outubro do ano anterior.
Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Canadá cresceu significativamente, principalmente após dificuldades causadas por barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O comércio bilateral atingiu US$ 10,4 bilhões no ano passado, com as exportações brasileiras para o Canadá totalizando US$ 7,3 bilhões, um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior e um recorde histórico.
A retomada das negociações reflete o compromisso de ambos os lados em fortalecer as relações econômicas e comerciais, ampliando o comércio e a integração entre as economias do Mercosul e do Canadá.
Durante o encontro, os grupos técnicos trataram de diversos temas, incluindo comércio de bens, serviços e serviços financeiros, entrada temporária de pessoas a negócios, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas bilaterais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e questões legais e institucionais.
Maninder Sidhu, ministro do comércio internacional do Canadá, também recebeu os principais negociadores do Mercosul.
Ao longo da décima rodada, cinco capítulos do acordo avançaram para a fase final das negociações, com previsão de conclusão ainda no primeiro semestre, em datas a serem definidas. Nas reuniões anteriores, foram discutidas regras de origem, propriedade intelectual, barreiras sanitárias e fitossanitárias, além de comércio e sustentabilidade.
A prioridade atual do Mercosul, sob presidência do Paraguai, é retomar e acelerar essas negociações. O acordo com a União Europeia entrou em vigor em 1º de maio, e o bloco também vem avançando em negociações com outros países latino-americanos como Chile, Equador, Colômbia e Peru, assim como com os Emirados Árabes Unidos e o bloco EFTA, que inclui Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.


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