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Lucro Alto para Casas de Apostas com Copa do Mundo

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A receita obtida com apostas na próxima Copa do Mundo deverá superar os US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 251 bilhões na cotação atual), conforme afirmou à AFP Darren Small, especialista em apostas, representando um lucro extraordinário para as empresas do setor.

Este valor será significativamente maior que o da edição de 2022, principalmente porque o evento futebolístico, que ocorre a cada quatro anos, foi ampliado para 48 seleções, muito acima das 32 que competiram no Catar.

David Stevens, chefe de Relações Públicas da casa de apostas inglesa Coral, afirmou: “O tamanho e o alcance deste torneio garantem que será o maior evento de apostas já registrado”.

Outro elemento importante, segundo Small, vice-presidente da Sportradar, uma líder empresa de tecnologia esportiva, é o interesse dos apostadores pela ‘celebridade dos jogadores’, enquanto antes as apostas se limitavam ao resultado dos jogos.

“Esperamos grande demanda por apostas especiais sobre jogadores e pelas chamadas ‘bet builders’, que são opções de apostas personalizadas”, completou Small.

Ele explicou: “Haverá mais interesse em apostas deste tipo, como jogadores marcando gols com o pé esquerdo ou direito, número de passes, desarmes e outros dados estatísticos”.

“A partir desses dados, os clientes criam narrativas, como: ‘Acredito que o time X vencerá a partida, ambas equipes marcarão, o jogador X fará gol de cabeça e haverá 15 escanteios'”, destacou o especialista.

Para Stevens, esse formato de aposta personalizada é “uma das áreas de crescimento mais veloz do setor”, atendendo à demanda de uma base de clientes mais jovem que busca “oportunidades de apostas mais dinâmicas”.

Favoritos ao título

Sobre os favoritos, Small afirmou que Argentina e França são as seleções preferidas dos apostadores mundialmente, embora um número considerável esteja apostando que a Inglaterra encerrará um jejum de 60 anos sem vencer seu segundo troféu da Copa do Mundo.

“Na verdade, entre apostadores britânicos, a Inglaterra é a terceira favorita, atrás apenas da França e da Espanha — e, se Thomas Tuchel, técnico inglês, acabar com esse jejum, as casas de apostas terão um grande pagamento”, afirmou ele.

Com a globalização do negócio, Small observou que a vitória inglesa não seria tão custosa para as casas de apostas como seria há uma década.

Interesse nas estrelas

Em relação aos jogadores, há grande expectativa sobre quem será o artilheiro do torneio, com destaque para o francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland, que atraem muitas apostas.

Porém, Small demonstrou curiosidade sobre o atacante neozelandês Ben Waine, que surpreendentemente figura entre os 10 principais candidatos a artilheiro, conforme as apostas registradas, com um padrão descrito como “estranho” e “peculiar”, ficando acima até da estrela local Chris Wood, do Nottingham Forest.

Desafios e expectativas

Small e Stevens concordam que a distribuição das partidas pelos Estados Unidos, Canadá e México apresenta desafios, especialmente em relação aos horários para o público europeu.

“Os jogos na Costa Oeste dos EUA serão mais difíceis de acompanhar na Europa. No entanto, a América do Sul mantém um público ativo, especialmente Brasil e outros países”, comentou Small.

Até o momento, o interesse pelos Estados Unidos como campeão tem sido baixo, mas se o país, um dos anfitriões, vencer, espera-se que o presidente Donald Trump esteja presente para comemorar junto aos jogadores.

“Caso os EUA desafiem as probabilidades de 40 para 1 e conquistem o título, as odds para apostas sobre a presença do presidente no centro das comemorações serão muito baixas”, disse Small, sorrindo.

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